Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA ORIENTAL DO KARATÊ NA MELHORA DA INDISCIPLINA ESCOLAR

THE INFLUENCE OF ORIENTAL KARATE PHILOSOPHY IN STUDENT BEHAVIOR AT SCHOOL

Maykon Caldeira dos Santos1

Marcia de Souza Pedroso Agustini2

 

RESUMO - Considerando relatos de professores das escolas da rede municipal de ensino pode-se dizer que o nível de indisciplina dos escolares tem aumentado com o passar dos anos, observando esse fator surgiu a ideia de que aulas de karatê escolar poderiam ajudar nos hábitos disciplinares dos alunos. Então, a partir deste pressuposto foi feito uma pesquisa com alunos da rede pública municipal de Joinville, tendo como objetivo principal proporcionar a melhora da indisciplina dos alunos utilizando a Filosofia do Karatê-do. Sabendo que o karatê vem de uma tradição japonesa milenar onde seus praticantes são conhecidos pelo seu autocontrole, disciplina, respeito e obediência característicos da filosofia oriental da arte marcial. Foi então selecionado um grupo de escolares da rede municipal de ensino e a partir dai ministrado aulas da modalidade, focando mais na parte filosófica, que na parte técnica com duração de 3 (três) meses, e ao final da aplicação do projeto foi aplicado um questionário aos professores das outras disciplinas regulares, com a aplicação deste questionário pode-se observar através das porcentagens das respostas que houve uma mudança significativa nos hábitos disciplinares apesar do pouco tempo de aplicação do projeto. Podemos então observar que os objetivos foram alcançados, os questionamentos foram respondidos satisfatoriamente, e ao final da pesquisa observou-se que no relacionamento aula Educação física e nas aulas de outras disciplinas houve uma mudança significativa nos hábitos disciplinares, conforme as informações obtidas.

PALAVRAS CHAVE: Karatê – Indisciplina – Professores.

ABSTRACT- Considering reports from teachers of the schools of the municipal school network, it can be said that the level of indiscipline of schoolchildren has increased over the years, observing this factor arose the idea that school karate classes could help in the disciplinary habits of the students then from this assumption a research was done with students of the municipal public of Joinville, having as main objective to provide the improvement of the indiscipline of the students using the Philosophy of Karate-do. Knowing that karate comes from a millenarian Japanese tradition where its practitioners are known for their self-control, discipline, respect and obedience characteristic of the Eastern philosophy of martial art. A group of schoolchildren from the municipal school network was selected and then taught classes of the modality, focusing more on the philosophical part, than on the technical part with a duration of 3 (three) months, and at the end of the application of the project was applied a questionnaire to teachers of other regular disciplines, with the application of this questionnaire can be observed through the percentages of responses that there was a significant change in the disciplinary habits despite the short time of application of the project. We can then observe that the objectives were reached, the questions were answered satisfactorily, and at the end of the research it was observed that in the relationship Physical education and in the classes of other disciplines there was a significant change in the disciplinary habits, and according to the information obtained.

KEY WORDS: Karate - Indiscipline - Teachers

 

INTRODUÇÃO

 

       A Educação Física Escolar ao longo da sua história na educação do Brasil, em seus pressupostos temáticos, tinham a preparação física constituída por diferentes ênfases e tendências pedagógicas enraizadas no militarismo da época bem como um treinamento de atletas que pudessem representar o país em competições internacionais (BRASIL, 1998).

       Este modelo perdurou até a década de 1980 com transformações para uma Educação Física Escolar configurando uma área do conhecimento da cultura do movimento destacando suas práticas corporais de forma integrada na escola, inovando todo o seu repertório motor.

       Nessa compreensão, tornou-se necessário novas buscas de soluções para comportamentos que levam conflitos no contexto escolar procurando compreende-los e encontrar meios que venham a facilitar as relações, o entendimento dos motivos que levam aos conflitos e procurando alternativas e soluções para tentar resolver ou amenizar estes problemas.

       Foi por isso, que a ideia deste estudo surgiu de uma necessidade apontada na experiência vivida como atleta da modalidade esportiva e nas observações do estágio supervisionado do curso de Educação Física.

       Observamos que a questão de indisciplina dos alunos era muito grande e então se pensou em unir a Filosofia da modalidade do Karatê por meio da mediação, para que os alunos nas aulas de Educação física aprendessem toda a filosofia da arte marcial para melhorar a Indisciplina e que os professores das outras matérias percebessem estas mudanças.

       Nesse sentido, o uso pedagógico da prática do karatê como meio de agregar e que a filosofia desta cultura possa contribuir significativamente para encaminhar os educandos ao domínio do ímpeto agressivo, ao respeito com os professores, a falta de atenção e respeito entre os colegas de turma exatamente porque direciona suas potencialidades de forma saudável à cooperação e à integração.

       O caminho do karatê é o autoconhecimento. O carateca deve sempre manter atitudes corretas, utilizar as técnicas apenas como último recurso, como autodefesa, em causa nobre.

       O maior tesouro de um individuo é sua honra, e para ser uma pessoa respeitável, é preciso disciplina. Tente falar menos e ouvir mais, nossa forma de encarar a vida determina nosso destino. Ser honesto, calmo, sereno, simpático, alegre, sábio, sincero e otimista. Um carateca de verdade honra sua palavra e seus compromissos.

       Por isso questiona-se:

       A filosofia do karatê-do pode influenciar nos hábitos disciplinares dos seus praticantes? O karatê pode ser usado como ferramenta pedagógica na luta contra indisciplina escolar?

       Para responder estas questões os objetivos deste trabalho é proporcionar a melhora da disciplina dos alunos utilizando a Filosofia do Karatê-do, fazendo inovações de práticas pedagógicas da cultura corporal até porque as artes marciais são consideradas culturas corporais incorporadas no Brasil, sendo uma contribuição que a cultura oriental das artes marciais faz para transformar grupos sociais como também criar normas de convivência escolar.

 

Karatê e sua dimensão histórica

 

       O berço do karatê foi à ilha de Okinawa no Japão, Apesar de não ter nenhum registro histórico que comprove o fato,  Pereira (2005) comenta que:

Okinawa recebeu o título de berço do Karatê devido à imposição feita pelo rei Sho Hashi (1372 – 1439), que proibia o uso de armas na ilha. Assim sendo, os moradores de Okinawa avançaram na criação do Karatê, pois precisavam se defender de alguma maneira.

 

       Gonçalves Jr. e Lage (2005) ressalta que em 1922, Gishin Funakoshi levou esta arte para a cidade de Tóquio, capital do Japão. Depois de alguns anos trocando informações com mestres de Judô, Kendô e Aikidô e mantendo os princípios do Budô, Funakoshi criou o Karatê.

       O autor citado acima, afirma que:

por volta de 1929, Funakoshi muda o nome dessa arte marcial que era chamada de To-dê (mão chinesa) na época da dinastia Ming, na China, e posteriormente Karatê-Jitsu (arte técnica), para Karatê-Dô (caminho das mãos vazias), o que acompanhava a imposição do rei Sho Hashi (mãos vazias de armas) e a influência do Zen Budismo (mãos vazias de más intenções).

       Em 1940, o Karatê passou por um período muito conturbado, Tagnin (1975) relata que nesta época perdeu-se o verdadeiro objetivo do Karatê proposto por Funakoshi. Este fato aconteceu por que vários praticantes começaram a criar novas linhas técnicas com o objetivo de criar status entre eles.

       O karatê só foi se expandir pelo mundo, após a segunda Guerra Mundial primeiramente com os nortes americanos e logo em seguida espalhou-se pela Europa onde foram criadas as primeiras organizações oficiais afim de regularizar a arte como competição.

       No Brasil, conforme dados da Confederação Brasileira de Karatê (CBK), o Karatê chegou junto com os imigrantes japoneses na década de 1950, que se instalaram inicialmente no estado de São Paulo. Os imigrantes trouxeram vários estilos de Karatê, que aos poucos foram se expandindo para os demais estados brasileiros.

 

Karatê e suas raízes filosóficas

       Os pensamentos e as formas de imposições de regras de convivência de uma cultura são geralmente vistos como estranhas a pessoas de outro modo de vida, especialmente quando mencionamos os povos orientais, na qual sua matriz cultural é subjetiva ao ocidente. SEED (2008) coloca que:

 O desenvolvimento de tal conteúdo pode propiciar além do trabalho corporal, a aquisição de valores e princípios essenciais para a formação do ser humano, como por exemplo, cooperação, solidariedade, o autocontrole emocional, o entendimento da filosofia que geralmente acompanha sua prática e acima de tudo, o respeito pelo outro, pois sem ele a atividade não se realizará (SEED, 2008, p.40)

 

       As artes marciais, contam um complexo conjunto de valores que nada mais são que uma reflexão sobre o modo de vida oriental. Seus princípios expõem a rigidez da educação e disciplina do povo do sol nascente da época segundo (BENEDICT, 2002) não apenas na busca de um objetivo específico tal qual o faz os ocidentais, mais almejando se tornar, de fato, especialistas em tudo que se propõem a realizar

       Segundo Duncan (1985, p.144):

O Karatê é um esporte essencialmente pacífico e sua finalidade é a defesa, não o ataque, por isso mesmo, longe de predispor para a violência, cultiva a cortesia, a boa educação e o respeito ao semelhante, razão pela qual torna-se um fator altamente positivo na formação da adolescência”.

 

       Barreira e Massini,( 2003, web ) relatam que A essência do Karatê-Dô criada pelo mestre Gishin Funakoshi, Pai do Karatê moderno, ressalta que o caráter doutrinário vai além da prática esportiva, dava ênfase à espiritualidade, moralidade e a formação da personalidade.

       Este estilo de vida doutrinário que está voltado ao respeito e à hierarquia de mestre para discípulo quando citamos o karatê, também trabalha o respeito hierárquico entre filhos para pais, e para alunos na formação do cidadão, mostrando assim que a prática do karatê na escola não deve fazer distinção quanto a qualidades físicas, condições socioeconômicas, gênero ou etnia.

       Por isso, pode fazer parte dos currículos e programas das escolas, efetivamente, e não apenas na teoria, como consta no art. 27, inciso IV que prevê a “promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não formais” (LEI 9.394/96 – LDB).

 

Indisciplina no âmbito escolar

 

       De acordo com os dias atuais, podemos analisar que os escolares apresentam um baixo nível disciplinar no âmbito escolar como, por exemplo: desrespeito no geral, não respeitam as regras de convivência e não focalizam as atividades de aprendizagem.

       TREVISOL, (p. 1 ) Relata que:

A indisciplina representa um dos principais fenômenos que geram dificuldades no contexto escolar. Esse fato vem se agravando de tal forma que nem a escola e nem a família conseguem solucionar o problema. Tal fenômeno é caracterizado de diversas formas, porém, as ideias acerca desse tema estão longe de serem consensuais Isso se deve, particularmente, à complexidade do assunto, à marcante ausência de resultados de pesquisas, e também à multiplicidade de interpretações que o tema encerra.

 

       Segundo Ferreira (1986, p.595) o termo indisciplina pode ser definido como “procedimento, ato ou dito contrário à disciplina; desobediência; desordem; rebelião”. Assim, indisciplinado é o indivíduo que “se insurge contra a disciplina”.

       Uma outra hipótese muito provável, parte da suposição de que "as crianças de hoje em dia não têm limites, não reconhecem a autoridade, não respeitam as regras, e a responsabilidade por isso, é dos pais, que teriam se tornado muito permissivos". O que se torna mais fácil para todos concordar com essa hipótese do "déficit moral" como explicativa da indisciplina.

 

Metodologia

 

       O estudo em questão fez uso de pesquisa de campo, bibliográfica, quantitativa, qualitativa e descritiva, tendo como instrumento de pesquisa um questionário que foi elaborado baseado no trabalho de Silva (2012), e foi analisado e validado por 3 (três ) professores mestres da universidade da região de Joinville – Univille

       Ele consta de 9 (nove) questões formuladas de forma direta e fechadas que foram respondidas pelos professores das outras disciplinas dos escolares participantes, apenas após o final da aplicação do projeto não havendo pré-teste

       Os escolares participantes da pesquisa foram 35 alunos de ambos os sexos sendo 15 do sexo masculino e 20 do sexo femininos do sexto ano do Ensino Fundamental com idades de 11 a 12 anos, matriculados na escola pública municipal, na cidade de Joinville- SC.

       As atividades físicas previstas foram aulas de Karatê-do, com conteúdo desde a história e sua filosofia, à didática das práticas das técnicas para defesa pessoal e a luta propriamente dita que estavam mais ligadas ao tema da pesquisa, as aulas foram ministradas todas as quartas, quintas e sextas feiras durante 3 (três ) meses seguidos durante as aulas de Educação física regular.

 

Analise e discussão dos resultados

       Após o computo dos resultados dos questionários e do término das atividades do Karatê, obteve-se os resultados classificados a seguir:

        Depois de aplicados, os questionários aos professores os dados foram tabulados e a partir deles utilizando modelos de resultados como os professores analisaram os alunos integrantes do grupo em estudo em antes e após seu ingresso na prática do Karatê escolar.

 

Figura 1 Conhecimento sobre o Karatê

 

       Fonte primaria ( 2016)

 

       Sobre o conhecimento dos professores relacionado a arte marcial do karatê , 85,71% das opiniões colhidas responderam que conhecem a modalidade, e 14,29% talvez, atualmente o karatê é uma modalidade bem conhecida no Brasil, tanto que recentemente se tornou esporte olímpico.

     

Figura 2 Influencia do karatê na disciplina dos alunos

 

       Fonte primaria (2016)

 

       Com relação a questão 2 (dois) podemos observar que 100% dos professores acham que a filosofia do Karatê é benéfica, pois seus princípios buscam uma educação e disciplina que respeite e trabalhe a hierarquia desde a família quanto com os professores, são essas virtudes que darão uma boa base para a educação.

       

Figura 3 mudanças no comportamento dos alunos após o projeto

 

Fonte primaria (2016)

 

       Os resultados apontam que, sobre a questão de diferença no comportamento dos alunos, depois da aplicação do projeto, 14,9% das respostas apontam que sim, 42,86% que não e 42,86% que talvez tenha percebido alguma diferença, apesar do pouco tempo de trabalho com os alunos, podemos observar que as porcentagens SIM e TALVEZ ficaram satisfatórias para a percepção de mudanças positivas.

 

       Figura 4 acham que os alunos praticantes de karatê podem ser mais disciplinados que os demais

        

Fonte primaria (2016)

 

       Quando questionado aos professores se tinham alunos que já eram praticantes de karatê de outros projetos sociais na escola hà mais tempo, e se consideravam que eles eram mais disciplinados que os demais não praticantes, 28,57% disseram que não achavam os alunos mais disciplinados que os demais, 42,86% respondem que tinham alunos já praticantes e que talvez esses alunos fossem mais disciplinados que os demais e 28,57% não possuem alunos praticantes de karatê de outro projeto. De acordo com essas porcentagens, podemos observar a necessidade da implantação de mais núcleos de Karatê em mais escolas de Joinville.

 

       Figura 5 aspectos relacionados a disciplina

   

       Fonte primaria (2016)

 

       Com relação a aspectos relacionados a disciplina, 14,29%, das opiniões colhidas apontaram alunos que eram considerados ruins e mantiveram, 14,29% ruins e que melhoram, 28,57% que eram regulares e mantiveram e 42,86% regulares e melhoraram, as porcentagens sobre regular e melhorou e mantiveram foram altas e significativas com relação a disciplina além de melhorar esse fator mostra que pode agregar socialmente.

 

       Figura 6 socialização, relacionamento em sala de aula com o professor e com os demais alunos.

 

Fonte primaria 2016

 

       Com questão a socialização, relacionamento, respeito mútuo constatou-se que 28,57% eram ruins e melhoraram, 14,29% eram regulares e pioraram e 57,14% eram regular e mantiveram , as porcentagens mostram que a grande maioria dos escolares melhoraram ou se mantiveram, a grande maioria das porcentagens mostra que com relação aos itens observados acima os alunos se mantiveram na mesma situação do inicio do projeto ou melhoraram.

      

 Figura 7 Responsabilidade, disciplina e assiduidade.

 

Fonte primaria 2016

 

       Com relação a aspectos relacionados a disciplina, 14,29%, das opiniões colhidas apontaram alunos que eram considerados ruins e mantiveram, 14,29% ruins e que melhoram, 28,57% que eram regulares e mantiveram e 42,86% regulares e melhoraram, as porcentagens sobre regular e melhorou e mantiveram foram altas e significativas com relação a disciplina além de melhorar esse fator mostra que pode agregar socialmente.

 

       Figura 8 mudanças relacionadas a pratica do karatê

 

Fonte primaria (2016)

 

       Foram também questionados os professores se as mudanças citadas nas questões anteriores tem relação com as aulas de Karatê ministradas durante o projeto. Nessa indagação 28,57% das respostas dizem que as mudanças positivas e negativas tem relação com o karatê sendo que as relações negativas estariam ligadas a imperatividade dos alunos após os treinos conversas paralelas sobre os treinos ao invés de prestar atenção no conteúdo à estudar e praticar o Karatê fora do horário de treino, e 71,43% dizem que apenas mudanças positivas estão relacionadas, podemos observar que as duas respostas estão envolvidas com o bom relacionamento que a prática da modalidade oferece a seus praticantes.

       Figuras 9 Acham que melhora na disciplina e diminui os níveis

Fonte primaria 2016

       

       Quando questionados se a pratica do Karatê no ambiente escolar pode trazer benefícios aos escolares no sentido de melhorar sua disciplina, seu aprendizado e diminuir os níveis de agressividade 100% das respostas dizem que sim, podemos assim notar que os professores acreditam que a modalidade pode sim ser trabalhada no âmbito escolar trazendo benefícios aos escolares.

 

Discussão e resultados

 

       Contudo, a pesquisa propôs um estudo que relaciona os alunos do projeto com a postura disciplinar desses escolares no ambiente escolar por meio da filosofia do Karatê. A ideia foi mostrar se a filosofia dessa arte marcial poderia influenciar nos hábitos disciplinares dos seus praticantes. Quando analisamos o questionário proposto pelo pesquisador observou-se que em todos os aspectos de comportamento, disciplina, socialização, relacionamento com colegas e professores, e assiduidade, todos tiveram indicativos de melhora, com isso constatou-se que a filosofia do Karatê traz muitos benefícios principalmente para o combate a indisciplina escolar.

       A ideia de se fazer este projeto, vem ao encontro com a experiência do professor no treinamento do karatê ao longo da sua vida escolar, por meio de projetos públicos implantado nas escolas municipais de Joinville.

       Contudo a presente pesquisa veio com o objetivo principal de melhorar os hábitos disciplinares dos escolares a partir da pratica do Karatê e seus ensinamentos a partir da sua filosofia e como específicos, verificar a efetiva melhoria da disciplina dos escolares através de aulas de Karatê.

       Podemos dizer com base nos dados obtidos através dos questionários respondidos pelos professores que matém um contato diário com os alunos e tiveram uma melhor noção das mudanças adquiridas durante a aplicação do projeto, que apesar de pouco tempo de aplicação pode-se notar uma mudança significativa nos hábitos disciplinares e conforme as questionários respondidos pode-se notar também que os professores acreditam que as aulas de Karatê trouxeram uma mudança significativa no comportamento dos alunos.

       A pesquisa intitulada “A influencia da filosofia oriental do Karatê na melhora da indisciplina escolar” como questionamento a ideia de utilizar os ensinamentos do Karatê nas aulas de Educação física como um modo de melhorar os hábitos disciplinares em todas as aulas na escola.

       Podemos então observar que os objetivos foram alcançados, os questionamentos foram respondidos satisfatoriamente, e ao final da pesquisa observou-se que no relacionamento aula Educação física e nas aulas de outras disciplinas houve uma mudança significativa nos hábitos disciplinares, e conforme as informações obtidas.

       Nos questionários respondidos pode-se constatar também que os professores acreditam que as aulas de Karatê trouxeram uma mudança significativa apesar de pouco tempo de aplicação.

       Acredita-se que seria interessante proporcionar aos alunos a filosofia do Karatê nas aulas de Educação física, não precisando ser na sua íntegra, mas que cada profissional de Educação física utilizasse os ensinamentos filosóficos da melhor maneira possível, pois no caso deste artigo as respostas foram muitos significantes fazendo que a filosofia seja imprescindível na melhora da indisciplina.

 

 

Referências

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1Acadêmico do 4º ano do curso de licenciatura em educação física da Universidade da Região de Joinville, Brasil.

2 Mestre em educação física professora titular do curso de educação física da Universidade da Região de Joinville, Brasil.

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