Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

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Donald Trump e a imigração(JE300)

 
O presidente dos Estados Unidos cumpriu a promessa de campanha, e assinou no dia 27 de janeiro, uma ordem executiva pedindo o fechamento das fronteiras para refugiados sírios por 120 dias. Donald Trump também suspendeu a entrada de imigrantes de sete países de maioria muçulmana.

Os protestos contra a canetada do presidente foram imediatos. Muitas pessoas que se manifestaram contra o decreto, alegaram que há nele sinais claros de racismo, xenofobia, intolerância religiosa, entre outras acusações. 
Um juiz federal de Seattle acatou no dia 3 de fevereiro o pedido do estado de Washington para a suspensão do veto presidencial. E dias depois, uma corte federal de São Francisco determinou que o veto continua suspenso, alegando que não havia provas de que um estrangeiro dos países citados tenha realizado algum ataque terrorista contra a nação americana. 
Diante das críticas, Donald Trump disse que o veto não é contra muçulmanos, pois mais de 40 países islâmicos não foram afetados. O motivo do decreto, segundo o presidente, é proteger os EUA dos “terroristas islâmicos radicais”.
É claro que a maioria desses refugiados e imigrantes não tem nada a ver com grupos extremistas. Com efeito, são eles os primeiros a condenar o terrorismo, pois sabem o quão são prejudicados cada vez que acontece um atentado em solo ocidental. Aqui no Ocidente, eles têm melhores condições de vida, recebem assistência social gratuita e muitos outros benefícios que nem sonhavam ter em suas antigas terras. 
Entretanto, visto pela lente do bom senso, será que o veto do presidente americano é totalmente errado? Será que nós também não temos um pouco de Donald Trump correndo em nossas veias? Você gostaria de ter um vizinho que odeia a cultura ocidental e acha que mulheres que não cobrem a cabeça merecem ser estupradas? Se tivesse uma filha, se sentiria seguro? Você gostaria de ter um vizinho que preserva costumes tribais, como mutilar sexualmente as próprias filhas? 
Em cidades como Londres, Paris e Bruxelas, já existem bairros chamados de “zonas proibidas”, onde muçulmanos instalaram a sharia (lei religiosa), que, entre outras coisas, obriga as mulheres a se cobrirem com o véu, gays são agredidos, e o estilo de vida ocidental é banido violentamente. A própria polícia teme entrar nesses redutos.
Nesse vídeo, um dos líderes diz que espera ver a sharia implantada em toda a Europa e Estados Unidos:  https://www.youtube.com/watch?v=hRlfXM4zde8
Ele não está sozinho. Uma pesquisa de 2006 descobriu que 37% dos muçulmanos entre 16 e 24 anos de idade querem viver sob a lei da Sharia. 
O que o presidente americano fez nada mais é do que aquilo que fazemos no nosso dia a dia, para manter nossas famílias em segurança: erguemos muros (alguns colocam vidro sobre os muros), temos cachorros no quintal, instalamos portões eletrônicos, câmeras de vídeo e cercas eletrificadas, com o mesmo propósito do odioso Trump: intimidar pessoas que por ventura queiram invadir nosso terreno e fazer mal àqueles a quem amamos.
Sim, há exageros no veto. Por exemplo, muitos muçulmanos que se adaptaram aos valores ocidentais, vivem e trabalham há muito tempo nos EUA, não poderão mais visitar as famílias em suas terras, pois correm o risco de não conseguir voltar.
Portanto, deveria ser considerado caso a caso. Não é justo que pessoas de bem sejam impedidas de entrar num país para melhorar de vida. Em qualquer país. Mas, como deveríamos proceder com aqueles que vêm para vandalizar, ofender a democracia, e pôr em risco nossa segurança?  Deixá-los entrar ou agir como qualquer um de nós tem feito desde sempre?

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