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FÉ, CIÊNCIA E O NOVO CORONAVÍRUS

A pandemia causada pela Covid-19 tem mostrado que uma parte da população ainda despreza o valor da Ciência, e joga toda a responsabilidade pela extinção dessa doença que assola a humanidade somente a Deus.

Como disse Albert Einstein, “A ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é cega”. Nesses tempos difíceis, Deus e fé têm acalmado os corações de milhões de pessoas e acionado a luz da esperança de que em breve os cientistas encontrarão a vacina que derrotará o novo coronavírus, um vírus dez vezes mais mortal do que o H1N1, segundo a OMS.

Mas é preocupante que, com todo os alertas, algumas autoridades políticas e religiosas mundo afora insistem em diminuir o problema, e incentivam o fim do distanciamento social, contrariando as recomendações de especialistas.

O primeiro-ministro da Inglaterra Boris Johnson teve seu teste positivo para a doença em 27 de março. Foi hospitalizado e está curado. No início de março, Johnson subestimava o poder do vírus. Precisou contrair a doença para mudar de opinião.

No Brasil, o presidente faz declarações quase que diárias diminuindo a gravidade do vírus e pedindo o fim do isolamento social. No momento em que escrevo, o Brasil tem mais de 2.500 mortes registradas.

O prefeito de Duque de Caxias (RJ) pediu que os templos ficassem abertos, porque a cura viria de lá. Teste positivo para o coronavírus, foi internado em um hospital da capital. Com sinais de melhora, saiu do CTI e se recupera bem.

O pastor americano Landon Spradlin divulgava que a pandemia era uma histeria. Morreu vítima da Covid-19. Outro pastor evangélico americano vítima da doença: Gerald Green. Ele desrespeitava as regras do distanciamento e celebrava normalmente os cultos em sua igreja.