Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

Data limite para submissão de artigos para 2ª Edição do JE Caderno Científico é 25/11/18
O JE Caderno Científico -  Os artigos, resenhas e relatos de experiência podem ser enviados até 25 de Novembro de 2018. A primeira edição da revista digital catarinense circulará em agosto de 2018, sob a coordenação cientifica do professor Doutor Norberto Dallabrida. A segunda edição no início de... Leia Mais
Voto de brasileiros é procuração com deveres e direitos plenos
  Em poucas semanas, as eleições para presidente, governadores, senadores e deputados serão coisa do passado. Exatamente como aconteceu nas demais eleições na história do país, o ‘amor adolescente’ do brasileiro pela democracia infante chega a seu auge junto com a contagem dos votos das urnas... Leia Mais
MALAFAIA, BEIJO GAY E O AMOR ENTRE DAVI E JÔNATAS
Silas Malafaia está de novo furioso com a TV Globo. O motivo é o beijo gay entre dois atores masculinos, exibido na novela “Orgulho e Paixão”. Religiosos fundamentalistas como Malafaia são contra a homossexualidade porque a Bíblia e a Igreja a condenam. “Ah, não sou fundamentalista, MAS, acho... Leia Mais
ELEIÇÕES E ENSINO MÉDIO
  Os dados do SAEB e IDEB publicados recentemente confirmam que o ensino médio é a etapa frágil da educação básica. Essa avaliação é verificada há no mínimo duas décadas, e os governos não deram respostas adequadas para revertê-la. Em Santa Catarina os índices do SAEB e IDEB são menos piores... Leia Mais
República Democrática e as mortes violentas de políticos
  Em um ano eleitoral onde já tivemos tiros contra a caravana de um pré candidato, atentado a facada em outro, e declarações de que se devia “metralhar” os adversários, podemos imaginar que estamos no pior momento de nossa democracia (ao menos em termos eleitorais). Mas uma visão histórica... Leia Mais
As eleições e o ambiente de trabalho
  As eleições estão chegando. Época de se informar e decidir qual governante melhor se enquadra em suas idéias. O voto é secreto e particular. De acordo com o Código Eleitoral, “Lei nº 4.737 Art. 2º: Todo poder emana do povo e será exercido, em seu nome, por mandatários escolhidos, direta e... Leia Mais
A LITERATURA DE CORDEL COMO POSSIBILIDADE DE AMPLIAÇÃO DE HABILIDADES NOS PROCESSOS DE AUTORIA
          THE LITERATURE OF TWINE AS A POSSIBILITY OF EXPANSION OF SKILLS IN THE PROCESSES OF AUTHORSHIP   Kétarine de Matos Gomes¹ Jordelina Beatriz Anacleto Voos ²   RESUMO - O presente artigo é resultado do processo de estágio curricular supervisionado obrigatório que faz parte da... Leia Mais
NINGUÉM QUER SER PROFESSOR... POR QUE A REJEIÇÃO?
          Fui entrevistado esta semana. Uma repórter me escreveu, querendo minha opinião sobre os dados de uma pesquisa, que revela que 49% dos professores entrevistados não recomendam a profissão. Outros 33% estão totalmente insatisfeitos com a carreira. Pensei, pensei e respondi:            ... Leia Mais
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O Escopo do Currículo Escolar na Concepção de Lutero

Dentre as dimensões, as quais Lutero se refere quando fala sobre a forma de ensinar a viver, destacaria aquelas que convergem com a BNCC e o Novo Ensino Médio.

 

Educação para a Liberdade – Educação para Lutero consiste em ensinar a viver a mensagem do amor, da esperança e da fé, bem como ensinar a viver os princípios que decorrem desta mensagem. Acrescenta ainda que não se pode coagir ninguém a fé, uma vez que qualquer ensino deve respeitar o outro como sujeito do seu processo.

Educação Permanente – Nunca estamos formados, somos seres em contínua formação. O trabalho educacional, considera o binômio amor e liberdade, tendo como ponto de chegada a sabedoria. Como resultado do esforço educacional, as pessoas são desafiadas a constituir uma sociedade solidária, com igualdade e justiça para todos, onde se administra os conflitos, através do diálogo e da negociação. Ao educar para a liberdade será necessário reconquistar a tradição para então criar algo novo, encontrar na educação uma relação a um tempo de equilíbrio e de tensão entre recuperar o passado e criar o futuro.

Como seres humanos, individual ou coletivamente, ainda não somos tudo a que somos chamados a ser. Vivemos no provisório. Desinstalando, gerando novas indagações e questionamentos sobre a realidade, parece ser inerente a uma dinâmica de fazer educação. O ser humano vive em uma dimensão dialética entre o passado e o presente, entre o antigo e o novo. A sabedoria está na capacidade de buscar o que é válido tanto para o antigo quanto para o novo. Lutero deixou na sua trajetória de vida, seja pessoal ou profissionalmente em suas obras, marcas de transição. Neste sentido, ele sempre apontou para o futuro, ou seja, para este novo que está emergindo.

Conteúdo com Sentido e Significado – Lutero propõe a adoção de um método que tenha como base o conteúdo com sentido e significado para a pessoa e a vida, enfatizando a leitura e a experiência. Propõe ainda que o jogo e a atividade criativa necessitam integrar o processo pedagógico.

Modalidade Lúdica – Lutero, na verdade, não propõe nenhum modelo de escola, todavia apoiou a transformação do sistema rígido, em voga na época, para uma modalidade mais lúdica.
O lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do comportamento humano. Faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. São ações vividas e sentidas. Na atividade lúdica importa a própria ação, momentos de encontro consigo mesmo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, momentos de resignificação e percepção, momento de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momentos de vida.

“Em uma sala de aula ludicamente inspirada, convive-se com a aleatoriedade, com o imponderável; o professor renuncia à centralização, à onisciência e ao controle onipotente e reconhece a importância de que o aluno tem uma postura ativa nas situações de ensino, sendo sujeito de sua aprendizagem; a espontaneidade e a criatividade são constantemente estimuladas.” (Almeida, p. 03)

“A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade... o desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento” (Almeida, p. 04).

É preciso saber trabalhar com o(a) aluno(a) para que ele(ela) tenha prazer em aprender. Conteúdos estes despertados pelo prazer de querer saber e conhecer. Despertá-los para, com sabedoria, poder exteriorizá-los em sua vida . Afinal, a alegria, a fé, a paz, a beleza e o prazer estão dentro de cada um (a).

Há 500 anos já se propugnava por uma educação escolar que assegurasse o protagonismo do próprio aluno no processo formativo na e para a liberdade bem como a existência de espaços para o exercício da corporeidade, da criatividade e da ludicidade.
Epistemologicamente dir-se-ia que não existe consciência, linguagem, inteligência, antes da ação do sujeito. Isto é fundamental, a nível metodológico e, por isto, é preciso estimular o aluno a agir, a operar,a criar, a construir, superando a repetição, a cópia, a memorização. Concluo com as palavras de Rubem Alves (2006 , p. 86-87) quando diz que,

“A esperança vê o que não existe no presente, existe só no futuro, na imaginação. A imaginação é o lugar onde as coisas que não existe, existem. Este é o mistério da alma humana: somos ajudados pelo que não existe, quando temos esperança, o futuro se apossa dos nossos corpos. E dançamos. O poeta que escreveu esses poemas estava embriagado de esperança. E quem é possuído pela esperança fica grávido de futuros... Aqueles que ouvem a melodia do futuro plantam árvores em cuja sombra nunca se assentarão, mas não importa. Eles se alegram imaginando que as crianças amarrarão balanços em seus galhos...”

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