Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

Data limite para submissão de artigos para 2ª Edição do JE Caderno Científico é 25/11/18
O JE Caderno Científico -  Os artigos, resenhas e relatos de experiência podem ser enviados até 25 de Novembro de 2018. A primeira edição da revista digital catarinense circulará em agosto de 2018, sob a coordenação cientifica do professor Doutor Norberto Dallabrida. A segunda edição no início de... Leia Mais
Meditação e fé na caverna da Tailândia
                 O mundo acompanhou o drama dos doze meninos do time de futebol “Javalis Selvagens” e de seu técnico Ekapol Chanthawong, presos durante mais de duas semanas em uma caverna na Tailândia. O grupo sobreviveu nove dias no escuro, até ser encontrado por dois mergulhadores ingleses. No... Leia Mais
LEITURA MULTIFACETADA DA ESCOLA
               Em meados deste ano veio à lume o livro intitulado “História da Escola: métodos, disciplinas, currículos e espaços de leituras” com o selo da Editora da Universidade Federal do Maranhão e da Café & Lápis. Trata-se de um calhamaço de mais de 600 páginas, organizado pelos... Leia Mais
NINGUÉM QUER SER PROFESSOR... POR QUE A REJEIÇÃO?
          Fui entrevistado esta semana. Uma repórter me escreveu, querendo minha opinião sobre os dados de uma pesquisa, que revela que 49% dos professores entrevistados não recomendam a profissão. Outros 33% estão totalmente insatisfeitos com a carreira. Pensei, pensei e respondi:            ... Leia Mais
A nova Lei que trata do trabalho no Sistema Prisional
         No último dia 25 de julho foi publicado o Decreto nº 9.450/2018, que institui a Política Nacional de Trabalho no âmbito do Sistema Prisional – Pnat. Um dos objetivos do Decreto é permitir a inserção das pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional no mundo do trabalho... Leia Mais
“Não temos certeza se isso é um milagre, ciência ou qualquer outra coisa”.
                                                                                                                        Marinha da Tailândia anunciando o sucesso da operação de resgate do time Javalis Selvagens           Doze meninos com idade entre 11 e 16 anos e seu treinador com 25 anos... Leia Mais
URSAL - A PIADA INICIAL, A PIADA NACIONAL E A REFLEXÃO NECESSÁRIA
       O termo URSAL (União das “Republiquetas” Socialistas da América Latina) foi inventado como piada de uma professora aposentada em crítica ao encontro de partidos de esquerda (Foro de São Paulo).        O termo sobreviveu por conta de teóricos da conspiração da extrema direita chegando à... Leia Mais
OBSERVATÓRIO DO ENSINO  MÉDIO EM SANTA CATARINA
  No último dia 13 de junho, foi lançado o Observatório do Ensino Médio em Santa Catarina (OEMESC), sendo coordenado pela UDESC em parceria com as seguintes universidades públicas e comunitárias: UNIVILE, FURB, UNIVALI, UNISUL, UNESC, UNOCHAPECÓ, UFSC E UFF. Essa iniciativa em rede é uma... Leia Mais
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O Escopo do Currículo Escolar na Concepção de Lutero

Dentre as dimensões, as quais Lutero se refere quando fala sobre a forma de ensinar a viver, destacaria aquelas que convergem com a BNCC e o Novo Ensino Médio.

 

Educação para a Liberdade – Educação para Lutero consiste em ensinar a viver a mensagem do amor, da esperança e da fé, bem como ensinar a viver os princípios que decorrem desta mensagem. Acrescenta ainda que não se pode coagir ninguém a fé, uma vez que qualquer ensino deve respeitar o outro como sujeito do seu processo.

Educação Permanente – Nunca estamos formados, somos seres em contínua formação. O trabalho educacional, considera o binômio amor e liberdade, tendo como ponto de chegada a sabedoria. Como resultado do esforço educacional, as pessoas são desafiadas a constituir uma sociedade solidária, com igualdade e justiça para todos, onde se administra os conflitos, através do diálogo e da negociação. Ao educar para a liberdade será necessário reconquistar a tradição para então criar algo novo, encontrar na educação uma relação a um tempo de equilíbrio e de tensão entre recuperar o passado e criar o futuro.

Como seres humanos, individual ou coletivamente, ainda não somos tudo a que somos chamados a ser. Vivemos no provisório. Desinstalando, gerando novas indagações e questionamentos sobre a realidade, parece ser inerente a uma dinâmica de fazer educação. O ser humano vive em uma dimensão dialética entre o passado e o presente, entre o antigo e o novo. A sabedoria está na capacidade de buscar o que é válido tanto para o antigo quanto para o novo. Lutero deixou na sua trajetória de vida, seja pessoal ou profissionalmente em suas obras, marcas de transição. Neste sentido, ele sempre apontou para o futuro, ou seja, para este novo que está emergindo.

Conteúdo com Sentido e Significado – Lutero propõe a adoção de um método que tenha como base o conteúdo com sentido e significado para a pessoa e a vida, enfatizando a leitura e a experiência. Propõe ainda que o jogo e a atividade criativa necessitam integrar o processo pedagógico.

Modalidade Lúdica – Lutero, na verdade, não propõe nenhum modelo de escola, todavia apoiou a transformação do sistema rígido, em voga na época, para uma modalidade mais lúdica.
O lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do comportamento humano. Faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. São ações vividas e sentidas. Na atividade lúdica importa a própria ação, momentos de encontro consigo mesmo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, momentos de resignificação e percepção, momento de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momentos de vida.

“Em uma sala de aula ludicamente inspirada, convive-se com a aleatoriedade, com o imponderável; o professor renuncia à centralização, à onisciência e ao controle onipotente e reconhece a importância de que o aluno tem uma postura ativa nas situações de ensino, sendo sujeito de sua aprendizagem; a espontaneidade e a criatividade são constantemente estimuladas.” (Almeida, p. 03)

“A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade... o desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento” (Almeida, p. 04).

É preciso saber trabalhar com o(a) aluno(a) para que ele(ela) tenha prazer em aprender. Conteúdos estes despertados pelo prazer de querer saber e conhecer. Despertá-los para, com sabedoria, poder exteriorizá-los em sua vida . Afinal, a alegria, a fé, a paz, a beleza e o prazer estão dentro de cada um (a).

Há 500 anos já se propugnava por uma educação escolar que assegurasse o protagonismo do próprio aluno no processo formativo na e para a liberdade bem como a existência de espaços para o exercício da corporeidade, da criatividade e da ludicidade.
Epistemologicamente dir-se-ia que não existe consciência, linguagem, inteligência, antes da ação do sujeito. Isto é fundamental, a nível metodológico e, por isto, é preciso estimular o aluno a agir, a operar,a criar, a construir, superando a repetição, a cópia, a memorização. Concluo com as palavras de Rubem Alves (2006 , p. 86-87) quando diz que,

“A esperança vê o que não existe no presente, existe só no futuro, na imaginação. A imaginação é o lugar onde as coisas que não existe, existem. Este é o mistério da alma humana: somos ajudados pelo que não existe, quando temos esperança, o futuro se apossa dos nossos corpos. E dançamos. O poeta que escreveu esses poemas estava embriagado de esperança. E quem é possuído pela esperança fica grávido de futuros... Aqueles que ouvem a melodia do futuro plantam árvores em cuja sombra nunca se assentarão, mas não importa. Eles se alegram imaginando que as crianças amarrarão balanços em seus galhos...”

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