Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

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MISOGINIA
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Quando o professor for o membro mais empoderado da equipe pedagógica, a escola passará a cumprir sua finalidade: ensinar
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As imagens do mundo nas obras de arte
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Falando do TDA-H
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EDUCAÇÃO MODERNA E NACIONALIZADORA
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Figuras da escola e de linguagem interagem em livro

Juntamente com o livro, o escritor joinvilense Marinaldo de Silva e Silva. lançou um concurso literário que premiará os melhores desfechos para a história.

 Anacoluto, catacrese, prosopopeia são algumas das figuras de linguagem temas do novo livro do escritor joinvilense Marinaldo de Silva e Silva. Intitulado É cada figura que aparece, o livro foi lançado no dia 13 de março, na Biblioteca Pública Municipal Rolf Colin.O livro, décimo primeiro lançado pelo autor, faz interação das figuras de linguagem àquelas figuras típicas do ambiente escolar.

“Eu levei essa história para dentro da escola porque não há nada mais atrativo do que o aluno se reconhecer no texto. Então, coloquei personagens carismáticos, como a menina apaixonante, o cara que é o boa pinta e também é inteligente, assim como uma mãe gente boa que libera a casa para a festa do pijama, por exemplo”, conta Marinaldo.

Os alunos personagens têm em comum o fato de estarem chateados porque reprovaram em português e as culpadas são justamente as figuras de linguagem.

O tema não é novo para o autor. As figuras de linguagem foram assunto do livro A vida e suas figuras, publicado pelo Ministério da Cultura em 2015 e direcionado aos alunos do final do ensino médio e primeiros da graduação em letras.

“Aquele livro tem uma linguagem mais rebuscada, hermética, complexa. Então eu fiquei tentado a escrever sobre o tema para os adolescentes. e foi assim que surgiu a ideia do novo livro”, explica o autor.
Marinaldo acrescenta que escrever para este público não foi tarefa fácil. E acrescenta que “foi difícil porque o livro traz uma linguagem de adolescente e eu não sou mais adolescente faz alguns anos, até minhas gírias estão atrasadas”, brinca.

O livro conta com 22 capítulos que, apesar de interligados, contam histórias individualizadas. Além disso, cada um trata de uma figura de linguagem, como a onomatopeia, o pleonasmo e a gradação, por exemplo, assunto que faz parte da grade curricular dos alunos de oitavo e nono anos.

Concurso literário

Os alunos da rede municipal poderão criar o fim da história. O concurso promovido pelo autor em parceria com a Biblioteca Pública, visa a incentivar não só a leitura, mas também a escrita.

Cada escola municipal receberá dois exemplares do livro e deverá, após a leitura da obra, promover um concurso interno para selecionar os dois melhores desfechos para a história. Os textos representantes de cada escola deverão ser encaminhados à Biblioteca Pública, até o dia 30 de junho.

“Eles vão entregar estes textos para a biblioteca até o dia 30 de junho e, depois, os professores e profissionais da área da educação da biblioteca irão escolher os três textos que serão premiados com a publicação na revista Premiere.

Os autores dos textos receberão medalhas, diploma e uma caixa com dez livros em um sarau promovido na biblioteca pública até o fim deste ano”, explicada Marinaldo.

Para ele, o concurso é uma forma de incentivar a escrita e premiar os alunos que se destacam na produção criativa. “Colocar o aluno para escrever comigo é uma maneira de provocar esse leitor dentro das escolas, para que ele escreva também e não só leia, formando novos escritores”, completa.  O livro foi publicado com o patrocínio do Simdec (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura).

Lançamento

Entender as figuras de linguagem pode ser um pouquinho complicado, como foi para os personagens do livro “É cada figura que aparece”. Mas o que alguns alunos da Escola Municipal Professora Zulma do Rosário Miranda aprenderam é que essa tarefa fica muito fácil quando de forma lúdica. 

Durante o lançamento, alunos do sexto ao nono anos da escola do bairro Costa e Silva fizeram uma apresentação bem-humorada trazendo as figuras de linguagem com base no livro do escritor joinvilense.

A professora de História e bibliotecária da escola, Louise Vieira Moraes, explica que a ideia da apresentação surgiu da aproximação entre a instituição e o autor”.

Nós conhecemos o Marinaldo desde 2010 e participamos do lançamento de um livro dele em 2011. Além disso, ele vai todo ano na nossa escola lançar seus livros”, conta.

A partir dessa aproximação, o autor entregou os primeiros exemplares do livro à escola. Professores, alunos e até egressas da instituição se encarregaram de montar a apresentação que animou e serviu como um aperitivo da leitura, aos espectadores do lançamento.

Apresentação

Os alunos tiveram um mês para preparar a apresentação e contaram com a participação importante de duas ex-alunas da escola, Aline Cristina Metzner e Thalita Aguiar Manhane, de 17 anos, que hoje são estudantes do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina).

Mesmo depois de saírem da “Zulma do Rosário Miranda”, as duas continuam participando das atividades da escola. Já participaram do programa Mais Educação, deram aulas de reforço, e ajudam na biblioteca e promovendo ações lúdicas, sobre folclore e circo.

As duas egressas foram as primeiras a ler o livro, montaram o roteiro da apresentação e reforçaram o conhecimento sobre as figuras de linguagem aos estudantes atores da peça. “A gente foi montando o roteiro como se estivesse ilustrando. Procuramos roteirizar o que vinha em nossa mente durante a leitura”, conta Aline.

Para Talita, o mais interessante de todo o processo foi conseguir ensinar aos alunos que ainda não haviam tido contato com as figuras de linguagem, o novo conteúdo.
“Eles tiveram interesse em aprender, buscar o que eram as figuras de linguagem, e a gente foi mostrando isso pra eles conforme o livro ensina”, destaca.

A professora de Português Maria Bernadete de Aragão explica que o conteúdo é do oitavo e o nono anos e que as atividades lúdicas, como a apresentação a partir do livro, são boas alternativas lúdicas para o aprendizado.
“No lúdico é muito mais simples de aprender gramática. E interpretado dessa forma, como na apresentação, é muito mais fácil”, avalia.

A aluna Luciana Bernardes, 13 anos, que cursa o nono ano e participou da apresentação, concorda com a professora. A estudante ressalta ainda que é importante poder contar com a ajuda de pessoas de idades semelhantes no aprendizado, referindo-se a Aline e Talita.

“A gente teve aula com elas para entender o significado das palavras”, conta. De forma bem-humorada, a apresentação retratou não só as figuras que fazem parte do ambiente escolar, mas também as figuras de linguagem que, para esses alunos, já são parte do conhecimento adquirido com o trabalho.

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