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ENEM: CINCO DICAS PARA A RETA FINAL
Jornal da Educação - 01-Nov-2016
Revisar as anotações do plano de estudos e descansar na véspera da prova são essenciais para obter bom desempenhoEm contagem regressiva para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), um dos exames mais...
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Abertas vagas para Ingresso nos cursos superiores do IFC
Assessoria IFC Araquari - 17-Fev-2016
CURSOS SUPERIORES GRATUITOS COM SELEÇÃO PELO HISTÓRICO ESCOLAR Quatro cursos de nível superior do IFC Araquari (e demais unidades de SC) estão com vagas abertas para cadastro de reserva, com sele...
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Começa Feira Estadual de Matemática
Jornal da Educacao - 28-Out-2015
A partir desta quarta-feira, 28 de outubro, acontece em Joinville a 31ª Feira Catarinense de Matemática. A abertura será às 18 horas, no Expocentro Edmundo Doubrawa, seguida de visitação pública. A or...
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TCE publica liminar contra Governo do Estado na contratação dos ACTs Professores terão mais 30 dias
Maria Goreti Gomes - 09-Out-2015
Uma vitória aos professores catarinenses Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) foi concedida nesta quinta-feira (8) pelo Tribunal de Contas do Estado, para que eles possam participar dos processos se...
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Mostra Arte Para Todos de Joinville
Jornal da Educacao - 29-Set-2015
Evento que será realizado no dia 30 de setembro, terá painel sobre o papel da arte no desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual e apresentações de dança e teatro. A entrada é gratuita   ...

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A aprendizagem será significativa somente quando a escola ensinar disciplina e respeito (JE 298)
Escrito por Maria Goreti Gomes - Editora   
17-Out-2016
Há algo de muito errado com uma sociedade em que as pessoas que fazem a coisa certa são duramente criticadas e estão erradas aos olhos dos colegas.
Seguramente há algo de mais errado ainda se um professor que quer ensinar verdadeiramente é  orientado a “deixar para lá”, a aliviar na nota do aluno e a fazer cálculos diferenciado para que os alunos tenham notas melhores. 
Este será o comportamento padrão nas escolas públicas do país? O resultado são as notas que alunos e suas escolas receberam no ENEM de 2015, divulgado na semana passada.  
Que a qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas é baixo, todos sabemos. Mas o que os brasileiros, inclusive os professores e especialmente os gestores das escolas de ensino básico, notadamente os indicados politicamente, e os que estão na direção das escolas para satisfazer seu ego de poder e fama, se recusam a reconhecer, é que a qualidade do ensino é baixa porque a qualidade da gestão do ensino é deficiente. 
Nenhum professor, por mais preparado que seja, por mais que seja pós graduado, mestre ou doutor, conseguirá ensinar se não tiver o apoio da equipe gestora da escola. 
Esta equipe, formada pelo diretor e seus auxiliares (supervisores, orientadores e auxiliares pedagógicos) na quase totalidade das escolas públicas está montando estratégias para garantir a continuidade do status quo, em vez de criar estratégias para apoiar o trabalho do professor em sala de aula. Como, por exemplo, cobrar e insistir com os alunos que respeitem o profissional que ainda resiste bravamente nas salas de aula. 
Empreender estratégias para levar os alunos a respeitarem o professor e para a valorização do mestre é a mais importante das atividades. Ao invés disso, ‘panos quentes’ sobre os comportamento inadequados e até mesmo as agressões são a regra. 
A quase totalidade das escolas trata o bulling contra o professor e os colegas, a indisciplina, a falta de responsabilidade dos alunos com as tarefas e com o silêncio em sala de aula como atitudes normais de crianças e adolescente. Mas não são.
Para cada direito, a criança tem uma obrigação. A obrigação do professor é ensinar, a do aluno é prestar atenção, fazer as atividades propostas e perguntar quando tiver dúvidas sobre o conteúdo. 
Não cabe ao professor educar o aluno e, muito menos adaptar-se ao hábito individual de cada aluno que está em sua sala de aula. São os alunos, que são em maior quantidades em sala de aula, que deverão adaptar-se ao modo de ensinar da professora ou professor. Enquanto continuarmos a exigir o contrário, nenhuma aprendizagem acontecerá. 
Ou vejamos, são 20, 30, 40 ritmos diferentes de aprendizagem em uma sala de aula e apenas um ritmo diferente de ensinagem. O que é o natural? Com certeza não será um multiplicar-se em 40. Não há sequer tempo de aula suficiente para isso. Se despender um minuto para cada “diferente ritmo de aprendizagem” fazendo o que dizem ser sua obrigação, a professora levará toda a aula a dar atenção especial. E haverá aprendizagem do conjunto de estudantes? Seguramente não. 
Portanto, enquanto a equipe gestora da escola continuar a confundir ‘ter o foco na aprendizagem’, com deixar o aluno fazer o que quer e a alimentar neles a falsa ideia de que seus pais poderão vir à escola na hora que quiserem para agredir o professor;   a aprendizagem, comprovada como deficiente pelos exames de conhecimento externos à escola, continuarão a detectar que há sérios problemas dentro das salas de aula. 
Este desvio de conduta de gestores, alunos e até mesmo de professores que se rendem “ao sistema vigente” (leia-se a este modo de gerir a escola), pode ser considerado um grande esquema de corrupção educacional. 
Parar a escola, ou mesmo estender o recreio para fazer uma chá de bebê para a professora grávida é corrupção pedagógica. 
Todos concordam que as quatro horas diárias que nossos estudantes deveriam ter de aula é pouco, então, esse tempo da festa, lhes é roubado da aprendizagem. 
Além disso, esse tipo de coisa, passa a imagem de que, a festa é muito mais importante do que o ensino. Como o filho, que ainda não nasceu, pode ser mais importante do que TODOS os filhos intelectuais de uma escola? 
O individual jamais pode prevalecer sobre o coletivo.  E esta é a principal ideia que precisa ser ‘plantada na cabeça de nossas crianças e adolescentes’, se quisermos ter uma nação de brasileiros nas próximas gerações. 
No momento em que crianças e professores estão no topo das comemorações é o tempo ideal para refletirmos sobre o que, efetivamente, é valorizar o professor e respeitar a criança. O mais importante dos direitos de cada uma das crianças é ter um teto seguro para viver e crescer. 
E como ela o terá se, em todos os ambientes em que vive é tratada como alguém absolutamente irresponsável pelos próprios atos? 
Isentas de erros e obrigações, nossas crianças estão sendo transformadas em tiranos, travestidos e tratados como príncipes e princesas.
 Aquele tipo que é muito paparicado, mas que o mundo jamais dará o suficiente para a importância que julga ter ou para satisfazer seus desejos que são maiores e mais tiranos a cada dia. 
Já é tempo da equipe gestora e dos pais entenderem que, a qualidade de ensino melhorará somente quando a escola tratar o aluno como um ser em formação e que precisa cumprir metas comportamentais. 
A escola é o espaço no qual a criança deverá aprender a viver com o outro cidadão, que tem os mesmos direitos e deveres que ela própria, independe da classe social, religião, sexo, raça, cor da pele ou características físicas e psíquicas.
Os professores são a primeira autoridade pública a que são submetidos os cidadãos. Mais tarde virão os patrões, gerentes, legisladores, os governantes e  os juízes.
Nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos e Japão, e em todos os que conseguiram excelência em ensino, tem regras disciplinares claras e rigorosamente cumpridas pelos estudantes de todos os níveis de ensino. 
Nos Estados Unidos há policiais em todas as escolas. Os estudantes têm tempo determinado para ir ao banheiro e, no lá, alguém fará o registro do horário de chegada e saída. A medida visa a controlar o tempo despendido no trajeto e evitar o consumo de substâncias entorpecentes no ambiente escolar.
No Japão, fazer o trajeto de casa à escola é a primeira responsabilidade atribuída integralmente aos pequenos. Os vizinhos caminham juntos até a escola cuidando uns dos outros. Quando a segurança está sendo ameaçada, a própria população encontra meios de possibilitar as crianças que se defendam “do inimigo”.
Quanto mais conhecemos sobre  realidade educacional de outros países, mais convictos ficamos de que não é somente com mudanças curriculares ou a ampliação do tempo de permanência na escola, que vamos conseguir qualidade de ensino no Brasil. 
É preciso, antes de mais nada, deixar o romantismo de lado e fixar regras disciplinares claras e rigorosas a serem cumpridas pelos estudantes. 
Afinal, a aprendizagem deve ser significativa e prática. Nada mais significativo e prático do que cumprir regras claras de convivência em sociedade, do que aprender fazendo. Cumprir horários, fazer a sua parte na rotina diária e na manutenção da própria segurança é apenas o primeiro passo para a vida autônoma e responsável. 
Nossas crianças e jovens deveriam ser responsabilizados desde casa: despertando e levantando sozinha com o alarme, vestir-se, fazer a higiene, tomar café e sair para a escola em horário fixo para chegar pelo menos dez minutos antes na escola. 
Chegar alguns minutos antes não prejudicará ninguém, e ainda será a aprendizagem para administração do próprio tempo, especialmente para quando ingressar no mundo do trabalho remunerado. 
Enquanto as escolas brasileiras continuarem a relativizar as regras, o horário, o respeito mútuo, disciplina e a valorizar a nota em vez da aprendizagem (comprovadamente inferior as notas expressas nos boletins escolares), nada mudará em termos de qualidade de ensino no país.
A reforma necessária na educação não virá de planos ou políticas governamentais. Ela acontecerá somente no momento em que gestores, professores e pais assumirem verdadeiramente seus papéis na educação de nossas crianças e adolescentes estabelecendo e fazendo cumprir regras disciplinares e comportamentais claras e rigorosas. 
Não há, na face da terra, uma única sociedade que consiga progredir para uma qualidade melhor de ensino, e consequentemente de vida, sem disciplina. 
A escola e o conhecimento que ela proporciona são a porta de saída da miséria financeira e da pobreza social. 
Todos os empresários, gestores, trabalhadores, artistas e atletas bem sucedidos são pessoas disciplinadas em seus afazeres básicos cotidianos. A indisciplina é a causa número um dos gordos não conseguirem emagrecer. 
Não há sucesso sem dedicação, disciplina (o modo certo de fazer as coisas), erros e, principalmente, acertos. 
Não importa quantas vezes se caia, o importante é quantas vezes você seja capaz de erguer-se e seguir adiante, até alcançar seus objetivos. 
Lembre-se, ninguém tem inveja de mendigo maltrapilho jogado na sarjeta da vida. Somente as pessoas bem sucedidas (sempre disciplinadas) são invejadas. E não adianta dizer que o importante é o que se é por dentro, não raras são as vezes que os órgãos internos espelham as distorções da indisciplina no cuidado com o próprio corpo.
Ninguém nos julga pelo que está por dentro, somos julgados pelo que somos na sociedade (profissional e pessoalmente) e pelo que fazemos por ela e não pelo que ela faz por nós. 
É chegada a hora de ser bom caráter, profissional eficiente e cidadão honesto. E ninguém é isso tudo, sem antes ser um estudante disciplinado, dedicado e interessado verdadeiramente no saber e no conhecimento.  
 
As preces e a ciência (JE 297)
Escrito por Fernando Bastos   
15-Set-2015
O ser humano sempre acreditou no poder da oração, uma forma de barganha com os deuses para que estes atendessem a seus pedidos. 
Nossos ancestrais oravam para que a chuva salvasse a lavoura e que parassem as enchentes, as pestes e as doenças; o êxito na caçada e nas guerras; a fertilidade da mulher e a virilidade do homem; a conquista do coração da pessoa amada, a sorte no casamento e uma prole numerosa. Em troca, erguiam altares e sacrificavam as virgens. 
Os céticos acham bobagem rezar, porque ou não existe Deus, ou se existe, ele não está nem aí para os humanos. Ora, onde estaria a justiça de um Deus que ajuda alguém a encontrar as chaves do carro no meio da bagunça, mas ignora as súplicas de milhões de crianças famintas na África subsaariana? O religioso contorna essas questões evitando o confronto ou se apoiando na velha frase “os desígnios de Deus são desconhecidos”. 
Mas, orar funciona? Para os religiosos, sim. Fica a dúvida: Deus cura todos que oram ou seleciona os sortudos? Quando um religioso sai do hospital curado de uma doença grave, é comum ele noticiar que foi “graças a Deus”. 
Talvez ele devesse pensar naqueles pais que, embora tivessem a mesma fé e rezaram com a mesma devoção, não tiveram as orações atendidas, e viram o filho amado sucumbir à morte. O que ele deveria dizer para esses pais tão fervorosos quanto ele? Que ele é um privilegiado e Deus preferiu a ele que ao filho desse casal? 
Interessante que os religiosos só prestam atenção naqueles que são curados, mas esquecem das milhares de pessoas que morrem todos os anos em leitos de hospitais, apesar de terem recorrido igualmente às orações. 
Padres e pastores incentivam os fiéis a orar pela cura dos doentes, mas quando eles sofrem de enxaqueca ou pedra nos rins correm para a farmácia ou hospital. A oração só teria efeito acompanhada da ajuda médica? 
No século dezenove morria-se por causa de uma infecção intestinal ou uma simples gripe. Como a medicina capengava, a fé do enfermo, as missas e as novenas eram inúteis. 
Hoje, graças aos avanços da ciência, muitas vidas têm sido salvas, mesmo diante das mais graves doenças. Onde estava Deus há dois, três séculos atrás, que deixava morrer milhões de fiéis por doenças que hoje a medicina cura com alguns comprimidos?
Há também religiosos que acreditam que as orações podem livrá-los de desastres. É comum vermos sobreviventes de acidentes contarem ao repórter que saíram com vida porque Deus os salvou. 
E quanto aos outros milhares que morrem nas estradas, muitos deles igualmente fervorosos devotos? Parece que atribuir a Deus a cura de uma doença ou o triunfo de ter escapado com vida de um grave acidente é um erro infeliz, pois passa a arrogante mensagem para a família dos mortos que aquele felizardo mereceu o cuidado de Deus, enquanto seus filhos amados pereceram porque Deus não se importou com eles.
A Bíblia diz que quem crê no Senhor, nada de mal lhe acontecerá (Salmo 90,10. Na protestante é o 91,10). Será verdade? Milhões de cristãos rezam diariamente “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. Estão sendo atendidos? Creio que teríamos que perguntar àqueles padres que pecam contra a castidade. 
Na manhã de 1º de novembro de 1755, dia de Todos os Santos, feriado religioso, Lisboa sofreu um dos piores terremotos da história, que matou pelo menos dez mil pessoas, muitas soterradas em igrejas quando oravam para escapar do perigo. 
Em 18 de janeiro de 2009 o teto da Igreja Renascer na cidade de São Paulo, desabou durante o culto, deixando sete mortos e 76 feridos. Todos os anos, centenas de romeiros morrem ou se ferem gravemente nas estradas, a caminho para eventos religiosos, enquanto cantavam alegremente hinos de louvor ao Senhor.
Não quero dizer que a fé em Deus não ajuda. Ajuda, quando ela adquire o sentido de motivação, de ter certeza que obterei êxito no final. Esse tipo de fé, todos podemos ter, independente de ser ou não religioso. 
Todavia, nunca despreze a Medicina. Como disse Carl Sagan, “Se você quiser salvar o seu filho da pólio, você pode rezar ou pode vacinar... Tente a ciência.” 
 
QUEM CUIDA DO PROFESSOR?(JE290)
Escrito por Maria Goreti Gomes - Editora   
14-Out-2015


Quando criança, meu pai tinha uma rural. O carro saia da garagem raríssimas vezes. Mas todo primeiro dia do ano, visitávamos meu tio na  cidade vizinha. No carro eram meu pai (motorista), minha mãe e nós seis irmãos. A viagem era muito esperada. 
Assim, logo cedo, entrávamos no carro fazendo festa. Invariavelmente o carro não pegava ao toque da chave.  Meu pai ao volante, cruzava os braços e perguntava: todos já entraram? Depois de um sonante SIM. Ele acrescentava: e agora quem empurra??
Neste mês em que festejamos, o Dia Mundial do Professor (5) e o Dia do Professor (Brasil) ao pensar na situação do professor nas escolas brasileiras,  recordei daquela cena da infância.  
Assim como nós, que entrávamos no carro felizes para ir passear, quem escolhe a profissão de ensinar, sabe que terá pela frente muitos desafios. 
Ainda durante o estágio curricular, o futuro professor sabe que encontrará uma sala de aula heterogênea e sem muitos recursos. Um salário que sempre será insuficientes para pagar a necessária dedicação, só superado pela satisfação de sentir que participou determinantemente para mudar a vida de um aluno.
Seguramente, a quase totalidade dos que escolheram a profissão de professor, o fez porque ama o ser humano. Por ser um idealista, que acredita na possibilidade de mudar a natureza do animal denominado homem, humanizando-o ainda mais. 
O ideal que o move é dar sua contribuição, registrar sua marca em alguém, melhorar as pessoas e, como consequência direta, melhorar o mundo. 
Ninguém escolhe uma profissão como a de professor porque pretende ter uma vida financeira confortável ou porque é um aventureiro a procura de novos e grandes desafios radicais junto a natureza, mesmo que a humana. 
Todo professor é, antes de tudo, um idealizador, um amante da vida, um guerreiro cujas armas são o conhecimento e a própria sabedoria  em escolher o meio e modo corretos e eficazes de compartilhar  o próprio saber com os estudantes.  Por querer construir um mundo novo é muito mais do que um ensinador. 
Antes de tudo, o professor é um comunicador de boas e novas facetas de um universo cheio de novidades comprovadas cientificamente, mas que precisam ser desvendadas e contrapostas pelas novas gerações. 
Nas escolas é um cuidador que consegue ouvir e aconselhar como um psicólogo. Curar as feridas da ignorância como uma enfermeira. Administrar como uma gestora, o conhecimento, o relacionamento e o tempo de dezenas de vidas. É também um engenheiro que planeja e constrói os alicerces da obra de muitas vidas. Outras vezes é um orientador capaz de mostrar o caminho para a sabedoria. 
Um jogador que dribla os sentimentos, ressentimentos e conflitos pessoais e profissionais, deixando-os do lado de fora da sala de aula para, após respirar fundo, encontrar em algum lugar de sua alma, a energia para motivar os alunos a aprenderem mais. 
É ainda um religioso e tem fé profunda para acreditar que aquela criança que o desrespeita com o olhar, gestos e palavras (assim como seus pais, e muitas vezes com a cooperação velada de diretores), será melhor e se tornará um adulto capaz de dar sua contribuição para a humanidade. 
Durante os conselhos de classe, é um vidente que prevê o futuro daqueles alunos que insistem em não fazer as atividades e tarefas solicitadas por ele e seus colegas professores. 
Em verdade, a professora ou o professor tem pura e tão somente a missão de ensinar, de repassar para as novas gerações o conhecimento e seus benefícios, construído pela e para a raça humana ao longo da história. 
E por isso sua importância para a sociedade é inquestionável. Mesmo que possamos questionar a maneira como a sociedade brasileira demonstra a importância que dá ao professo
Ainda assim restará a grande pergunta: Quem cuida da professora ou do professor? Esse ser apaixonado pela humanidade e idealizador que acredita que é possível ensinar às pessoas a melhorar. Quem afinal cuida de quem ensina? 
Não é o aluno. Não é o gestor da escola que está cuidando dos alunos para entregá-los aos pais no final de cada dia letivo. 
Não é a secretaria da educação que adota como missão primordial garantir o direito de aprender do aluno e cobra especialmente do professor que o faça. 
Não é o prefeito que tem uma cidade inteira para administrar . Não é o ministro da educação que se ocupa mais das coisas políticas do que das práticas.  
Será que os pais, que por quererem o melhor para seus filhos cuidam do professor? São eles que em casa ensinam aos filhos o respeito aos professores e a disciplina necessária à aprendizagem? 
Será a equipe pedagógica da escola que olha por aquele ser humano em formação, como o são também seus alunos?
Numa discussão com o aluno,  na dificuldade que detecta em ensinar ou em aprender, a quem o professor pode recorrer?
Afinal, quem na escola, cuida do principal agente do ensino? Quem está com ele no momento exato em que um aluno tem uma convulsão na sala de aula? Quem irá verificar se ela está constrangida porque um aluno de 9, 10, 11 anos a mandou pra PQP?
O professor é o adulto, o profissional que está ali por escolha própria, fez até concurso de seleção para conquistar a vaga. Mas, quem cuida de fazê-lo sentir-se realizado e feliz com sua escolha?
Basta passar alguns minutos numa escola, seja pública ou privada, para perceber que as professoras e professores brasileiros precisam de cuidados. 
Seja para suprir carências na sua formação, seja para dar uma sugestão para solucionar um problema financeiro ou familiar, seja para compartilhar a dificuldade de relacionamento com um aluno, com os familiares ou com a vizinha. Sim, a vizinha, porque professora também tem alguém morando ao lado, que pensa e age de modo diferente do seu e isso gera conflitos. 
Quanto mais procuramos, menos encontramos quem cuida do professor e da professora. Neste mês em que as homenagens são muitas, os elogios e até agradecimentos são inúmeros, quem dará ao professor o que ele mais precisa: um colinho, uma carícia, palavras motivadoras e energia, um decreto em forma de salário digno e, principalmente, um cuidado verdadeiro e diário. 
Cuidar da professora é tratá-la com respeito, é reconhecê-la como figura central da escola no cumprimento de seu dever maior: ensinar seus membros a construir uma sociedade mais humana. 
Quem deve cuidar do professor são aqueles que estão mais próximos: a equipe gestora e pedagógica das escolas. São estes profissionais, geralmente igualmente professores, que precisam cuidar das professoras e professores. 
Em vez de apontar seus erros, acolher seus defeitos e ajudá-lo a superar seus limites. Em vez de impor que ouçam desaforos dos alunos e dos pais, intermediar as punições para os infratores das regras pré-estabelecidas e da disciplina necessária. 
Impor aos pais, e não aos professores, horário para conversar sobre seus filhos, especialmente os que foram mal educados.
Se a sociedade brasileira, a começar pelos gestores das escolas, efetivamente cuidarem dos corajosos guerreiros da atualidade: os professores, haverá esperança para este país que ainda não descobriu seu caminho para ser uma Nação.
E agora, que todos já embarcamos neste carro sem energia para dar a partida. Quem empurra?
 
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