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Joinvilenses farão curso de aperfeiçoamento em inglês em universidades americanas

Os alunos do 6º Ano, da Escola Municipal Max Colin, fizeram o próprio perfil, em trabalho orientado pela professora Janaína

As professoras de Língua Inglesa da Rede Municipal, Soraya Rachel Pereira e Janaína Stromberg, foram contempladas com uma bolsa de estudos para um curso de capacitação nos Estados Unidos, o PDPI.
A iniciativa oferece curso intensivo de seis semanas em universidade nos Estados Unidos, com atividades acadêmicas de aperfeiçoamento nas quatro habilidades linguísticas da língua inglesa: ouvir, falar, ler e escrever - e culturais, para professores de inglês da educação básica em efetivo exercício na rede pública de ensino. E contemplam também estudos sobre a cultura e história daquele país, conhecimentos fundamentais para a compreensão da dinâmica da língua.

Soraya já pode ser considerada veterana em programas internacionais de aperfeiçoamento e é também uma incentivadora da colega. Este será seu terceiro programa de aprendizagem financiado por órgãos governamentais (em 2015 recebeu prêmio pelo British Council – Programa Connecting Classrooms) e visitou escola na Inglaterra.

No ano passado, cursou Intermediário II na University of Texas at Austin. Em julho cursará desenvolvimento de metodologias na Michigan State University.
Janaína cursará Intermediário I na University of North Carolina at Charlotte. Para Soraya, a participação nestes programas mudou o foco de suas aulas, agora mais focadas nas habilidades do ouvir e falar inglês.
“O trabalho de criar nos alunos o desejo e a necessidade de conhecer uma nova língua é lento. E praticar a oralidade somente nos 48 minutos da aula semanal, ou das duas aulas em algumas séries, não são suficientes para aprimoramento do idioma”, desabafa.

Com os alunos do 6º e 7º ano da E M Senador Carlos Gomes de Oliveira , neste 2º trimestre, Soraya iniciou trabalho com o gênero comic book, que resultará na montagem de um passport.


A alternativa das professoras são aulas mais dinâmicas e que motivem os alunos a usar o inglês além do horário escolar.
“Fiquei muito feliz com o resultado de tanto esforço, na esperança de um ensino melhor e de qualidade. Nós professores não podemos esmorecer. A oportunidade deste curso de aperfeiçoamento de Língua Inglesa surgiu na hora exata. Estou muito ansiosa em me deparar com uma nova cultura, novas metodologias, novos aprendizados e conhecimentos, na esperança de melhorar cada vez mais o ensino de inglês que amo de paixão”, completa Janaína.

Após confirmar a conquista das bolsas de estudos integrais no Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos EUA - PDPI 2019, as professoras Soraya Raquel Pereira e Janaína Stronberg, da rede municipal de Joinville, iniciaram a maratona para conseguir licença para frequentar o curso que acontece de 26 de junho a 9 de agosto.

As duas professoras foram selecionadas em um processo que teve início em março e levará 486 professores de Inglês de escolas públicas de todo o país para fazer curso de aperfeiçoamento em inglês e metodologias de ensino em universidades americanas.
Os selecionados são agrupados em três modalidades de curso: aprimoramento em inglês I ou II e desenvolvimento de metodologias, de acordo com a pontuação alcançada no teste de proficiência, uma das etapas do processo seletivo.
Após estudar em regime de imersão nas universidades americanas, no retorno ao Brasil, os professores deverão efetivar projetos de aprendizagem em suas turmas e enviar relatórios à CAPES- A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, parceira da Fundação Fulbright no programa.

Catarinenses no PDPI 2019

1. Ana Kamila De Rodrigues _ Campo Alegre
2. Carina Bordin Braga_ Luís Alves
3. Clarissa Ritta Mileski Jaraguá do Sul
4. Denise Peretti Bogoni _Florianópolis
5. Fernanda Trichez Dalanholli _ Içara _
6. Irene Cristina Kohler _ Chapecó _
7. Janaína Stronberg _ Joinville
8. Karine Coelho Graciosa_ Florianópolis
9. Lígia Vieira Dullius Gottschalk _ Joinville
10. Natalia Rosa Souza _ Joinville _
11. Rodrigo Ogliari Coelho _Lages _
12. Ronaldo Pasinato_ Joaçaba _
13. Soraya Raquel Pereira _ Joinville _
14. Tany Aline Folle _Chapecó
15. Vaniele Medeiros Da Luz _ Tubarão
16. Wania Celia Bittencourt _ Brusque

 

Dificuldades extras

Estudantes do 9ºano , de 2018, da EM Max Colin criaram jogos educativos em inglês.

As professoras da rede municipal de Joinville, selecionadas no complexo processo seletivo, enfrentam dificuldades extras para conseguir a licença, pois não há qualquer legislação que regulamente o afastamento de professores para frequentar curso de aperfeiçoamento no exterior.

Desde o início do PDPI em 2013, as professoras selecionadas, além do terem que superar o estresse normal de preparar uma viagem de praticamente dois meses ao exterior e de preparação para privar sua família de sua presença, precisam submeter-se a uma maratona jurídica para poder tornar-se uma professora melhor e ainda mais comprometida com a aprendizagem de seus alunos.

O Programa é custeado pelos governos brasileiro e americano em parceria com a Fulbright. Realizado com o apoio do CONSED - Conselho Nacional de Secretários de Educação e Undime - União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Mesmo assim, por todo o Brasil, há relatos de professores que enfrentam muitas dificuldades para conseguir a licença, indispensável a todo funcionário público, para ausentar-se do país e afastar-se da sala de aula.

Nas versões anteriores do PDPI, diversos arranjos possibilitaram professoras de Joinville fazerem o curso. No Brasil, houve casos de professoras que pagaram substitutas, para outras foi concedida licença prêmio e houve até mesmo casos de licença não remunerada.
Num país em que o discurso dos políticos em período de eleição colocam a educação como prioridade, é praticamente impossível compreender como a legislação priva o professor de se aperfeiçoar no exterior e não faz o mesmo com engenheiros, agrônomos, vereadores, deputados, que muitas vezes viajam às expensas do Estado.
A dificuldade para conseguir a licença não é vivenciada exclusivamente pelos professores da rede municipal de Joinville. Por todo o Brasil, há cidades e estados que não têm qualquer legislação que possibilite este afastamento.
Já para os profissionais da rede estadual, o processo é mais simples, já que há legislação específica que permite licença com remuneração para este tipo de curso de aperfeiçoamento.

Tecnologia usada como ferramenta

 

Os alunos participaram com entusiasmo do projeto com uso de tecnologia.

Em 2018, a professora Janaína Stronberg levou seus alunos do 9º Ano, da Escola Max Colin, a produzirem jogos educativos em inglês. Em apenas quatro aulas, foram criados jogos de dados, cartas, tabuleiros, trilhas, etc..

Além de confeccionarem as tabelas e peças dos jogos, os estudantes criaram as regras dos jogos que poderiam ser usados por todos os alunos da escola a partir do sexto ano, totalmente em inglês.
Neste ano, seus alunos do sétimo ano, puderam usar os celulares como ferramenta pedagógica. A atividade deste primeiro trimestre foi criar um grupo de whatsapp em inglês. Nele os alunos podem trabalhar novos vocabulários, gírias, abreviaturas, e trocar mensagem, sempre em língua inglesa.


Para viabilizar o projeto, com a intermediação da escola, foi encaminhado aos familiares um documento de autorização para o aluno usar o celular em sala de aula, como instrumento pedagógico. A atividade iniciada em sala de aula, foi finalizada em casa. O grupo ainda está ativo com a finalidade de tirar dúvidas de cunho pedagógico.