Dionisos Teatro completa dez anos de palco

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A companhia que iniciou sua trajetória com a montagem da peça "A Ceia dos Cardeiais", de Júlio Dantas, em 1997, mantém oito espetáculos em seu repertório.  Além dos espetáculos, o grupo desenvolve trabalhos de formação e treinamento, tanto na área empresarial quanto educacional.

Nestes cursos, oficinas e palestras teatrais, o presidente e diretor da companhia, o professor Silvestre Ferreira dialoga com a platéia a partir de cenas e histórias contadas pelo elenco.
Em outubro de 2006, com a peça A Farsa do Mestre Pathelin, a companhia participou do II Festival de Teatro de Rua Stênio Garcia em Espera Feliz, Minas Gerais, de onde veio com os prêmios de Melhor Atriz para Andréia Malena Rocha, Melhor Atriz Coadjuvante para Clarice Siewert e Melhor Ator Coadjuvante para Eduardo Campos, além de algumas indicações.

Reconhecimento
Com o espetáculo, A Farsa do Mestre Pathelin a companhia participou, a convite do SESC, da 2ª Bienal de Arte de Rua e Teatro de Animação em Lages, ao lado de várias companhias de renome nacional. Além dos atores premiados, também participa da peça o ator e diretor Hélio Muniz
Os demais espetáculos do repertório:  O Julgamento na Floresta, Contando os Direitos da Criança e do Adolescente, Histórias de São Chico, Napiti Ditemê, Amor por Anexins os também premiados Babaiaga e Entardecer, ambos contemplados com verbas de editais de incentivo à cultura, completam um repertório que, somente em 2006, foi assistido por mais de 40 mil pessoas.

Parcerias
“Todas as atividades desenvolvidas pela companhia neste ano farão parte das comemorações de dez anos de existência. O ponto alto será uma festa artística com os amigos do teatro e todas as pessoas que já fizeram parte da história da companhia. A trajetória da companhia é carregada de significados e, para o grupo, é muito importante comemorar com a comunidade joinvilense, que junto conosco construiu esta história”, registra o presidente da Dionisos.
“Quando falamos de comunidade, estamos falando de todas as entidades, empresas, comunidades de bairro, igrejas, escolas, que, de maneira parceira, contrataram, assistiram e valorizaram nosso trabalho. Incluímos aí, como comunidade, os meios de comunicação, que, parceiros nossos, nos fizeram conhecidos e reconhecidos”, explica.

Vários parceiros ajudam a construir a trajetória vitoriosa da Dionisos. O músico e professor Lausivan Corrêa é responsável pelas trilhas sonoras das peças Babaiaga e Entardecer; o coreógrafo, maquiador e diretor Lucas David  assina vários itens de quase toda a produção da Dionisos e o cenotécnico e articulador de produção Marcelo de Mello também está  bastante engajado nas produções.
A Dionisos possui articulação ativa com os demais grupos de teatro da região através da Associação Joinvilense de Teatro, da qual Silvestre Ferreira é presidente.

Pesquisa e estética
“Até o ano de 2004, nossa estética vinha sendo bastante calcada na palavra, onde um texto sempre fora a base para a construção de nosso repertório. Naquele ano, a companhia partiu para um trabalho de pesquisa mais centrado na ação, sem o recurso do texto de referência. Montamos a peça Napiti Ditemê, espetáculo construído em um processo de jogo teatral sem o uso de um texto de referência. Este trabalho resultou numa experiência muito interessante em nossa busca estética por um teatro que tivesse um caráter mais visceral e que fosse o mais verdadeiro e significativo possível”, explica Silvestre.

Seguindo uma linha de busca e investigação, a companhia, em parceria com a diretora e atriz Ilaine Melo, montou, em 2005, a peça Babaiaga, um espetáculo para crianças contemplado pelo 1º. Edital Municipal de Incentivo à Cultura da cidade de Joinville.
 O trabalho resultou bastante significativo, tendo rendido o prêmio de melhor atriz para Ilaine Melo e indicações para melhor espetáculo, direção, dramaturgia, trilha sonora original e figurino no 33º Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa no Paraná e convite para participação no FENATIB - Festival Nacional de Teatro Infantil, em Blumenau.

A partir destas experiências, a companhia estimulou-se a construir um caminho de estudo e reflexão sobre que temáticas e estética a serem utilizados nos espetáculos. Encontrou na  Mímesis Corpórea a base inicial do processo e a velhice como campo de pesquisa e temática para a construção do espetáculo e Projeto Entardecer, contemplado com o Premio Funarte de Teatro Myriam Muniz, com o patrocínio da Petrobras.