É o fim... Mas que seja o início (Edição Dezembro/2006)

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     As dúvidas sobre se daria ou não certo ensinar crianças com idades, necessidades e, principalmente, ritmo de aprendizagem diferentes, todos numa mesma sala de aula, estão acabando juntamente com 2006. Professores (ou seriam mágicos?), estiveram o ano todo se multiplicando em dois, três, quatro para cumprir as determinações vindas das secretarias e do MEC.

     Este ano foi marcado pelos protestos de uns, decepções de outros e, mais uma vez, pela transformação de experiências em ações do cotidiano escolar. A educação esteve na pauta dos grandes, médios e pequenos jornais e telejornais. Mas a preocupação real com a qualidade do ensino passa ao largo das ações das autoridades educacionais.

     Mais um ano termina e, obviamente, outro começa. Ainda bem que há um período de férias entre um e outro ano letivo, pelo menos para os professores. E ainda bem que, como geralmente os professores acreditam e amam o ser humano, alimentam muita esperança de que 2007, seja melhor.

     As experiências vivenciadas em 2006 devem ter servido para alguma coisa e se não foram úteis para mais nada, que sejam motivação para que os profissionais da educação entram efetivamente em férias neste mês de janeiro.

     Que se esqueça as aulas, o retorno de todos os professores para as salas após anos de secretaria de escola, o ingresso dos novos assessores administrativos nas secretarias, a imposição do ensino fundamental de nove anos pelo MEC como medida eleitoreira, as eleições que trouxeram de volta a esperança de priorização da educação e a decepção com o resultado, os alunos com dificuldades e os que são uma dificuldade à parte; as notas altas e as baixas, as pilhas de provas, a inclusão, a corrida dos alunos do ensino médio para o período matutino, a diminuição do número de vagas para professores, a falta de salário muito antes do final de cada mês, o plano de carreira que não contempla as horas atividades, os diretores indicados ou mesmo os eleitos.Enfim, que se esqueça...

     O jornal da Educação agradece a todos que, de algum modo colaboraram para escrever mais um ano da nossa história e deseja que a partir do dia 22 de dezembro de 2006 e até o dia 31 de janeiro de 2007, todos os assuntos ligados à escola em que você trabalha sejam resolvidos lá mesmo, entre as quatro paredes vazias e sugere que todos os professores, diretores, secretários e assessores educacionais sejam turistas por quatro semanas e nada além disso.

     Que só os sorrisos e amizades sobrevivam à passagem de ano e que 2007 seja, efetivamente, um novo ano com tudo renovado e reformulado.

     Afinal, as mudanças acontecem de dentro para fora de cada um de nós e férias são o melhor período para que esta mudança se instale e nos transforme definitivamente.