Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

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Erros... Desafios para os acertos (Dezembro/2010)

Por Mariléia De Pin Oss-Emer* 
 
“Ser professor é um privilégio; ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita; ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes” Gabriel Chalita.
Neste cenário reflexivo, o educador comprometido que transcende inovando, ousando e que realmente faz a diferença é aquele que fala ao coração do aluno. Oportuniza situações de aprendizagem em que o aluno perceberá que as experiências dos erros são tão importantes quanto as experiências dos acertos. Isto só acontecerá através do afeto e só se complementará com amor.
Sabe-se que não há aprendizagem na vida que não passe pelos erros. Os erros que são vistos de um jeito certo, preparam os indivíduos para vitórias e conquistas futuras.

É imprescindível que o aluno compreenda e perceba, de um modo interessante, a graça que há nos recomeços. Os erros deixarão de incomodar e assim os alunos crescerão, se sentirão desafiados a buscar os acertos, sem culpa e sem medo.
Os erros não podem, não devem ser vistos como fontes de castigos, os erros devem ser vistos como fontes de virtudes.
Neste contexto de sensibilidade e humanismo, o educador deverá colocar para os alunos que nenhum ser humano poderá ser verdadeiramente grande se não reconhecer os erros que cometeu na vida. Uma coisa é se arrepender do que fez, pois os arrependimento o levará para frente, para que consiga fazer do jeito certo, continue buscando e recomeçando. Outra coisa é sentir-se culpado, pois a culpa paralisa o ser humano, o torna inseguro e infeliz.
Percebe-se que o erro não pode ser fonte de culpas, de vergonha, mas deve servir como lição para a partir dai procurar acertar, fazendo diferente.
Portanto, o erro deve ser visto como uma nova chance e isto nos faz pensar num dos aspectos psicopedagógicos, ou seja, o respeito ao aluno e às suas necessidades de aprendizagem.
  Realmente é um longo processo de transformação, de crescimento onde a criança irá adquirindo contato com pessoas, objetivos e o mundo.
Sendo assim, cabe ao educador selecionar os estímulos mais apropriados e consequentemente acontecerá a assimilação e uma acomodação das experiências. Tudo dependerá de como foram desenvolvidas e assimiladas pelo aluno.
Enfim, os erros devem ser vistos como desafios para os acertos, onde as atitudes de cada aluno poderão ser observadas através de um postura de construção e transformação contínuas. 
Qualquer crescimento, qualquer resposta dependerá de estímulos recebidos do envolvimento, significado e informações sensoriais que recebeu. 
  Hoje, a educação, mais do que nunca, é o único sinônimo tangível para definir um futuro mais humano para as próximas gerações. Sendo assim, feliz do educador que acredita na capacidade de aprendizado, que se debruça para examinar melhor as peculiaridades de cada aprendiz.
 
*Mariléia de Pin Oss-Emer é coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental (Anos Iniciais) da SEMED de Rodeio/SC. 

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