Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

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Credibilidade do ENEM (JE 270)

Por  Letícia Bechara*

 Pesquisa IBOPE Inteligência (CONECTAí), aponta que 58% dos entrevistados confiam no sistema de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pesquisa foi realizada com 1.953 internautas que navegaram no site do Guia do Estudante, entre os dias 4 e 9 de junho. Apenas 23% dos entrevistados declararam não confiar. A pesquisa demonstra, ainda, que grande parte dos estudantes vê o Enem como ferramenta de acesso ao ensino superior. Os dados revelam que 73% dos participantes afirmaram que irão usar o exame para participar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação e 44% utilizarão também para concorrer a uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Já 27% dos participantes da pesquisa aproveitarão o exame para obter financiamento do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). 

Depois de tantos problemas com o Enem, como manter a credibilidade, o que os professores e estudantes conversam sobre o exame? Ainda é a porta de entrada principal para a universidade?

Participei de um debate no canal Futura, no dia 17 de julho, em que juntamente com a professora Sandra Pereira Tosta, da PUC – Minas, debatemos sobre os dados apresentados pela pesquisa.

Creio que o nessa edição de 2013, depois de cinco anos desde a implantação desse modelo de avaliação e vestibular, o exame já se estabilizou, e mostrou que pode ser confiável, haja vista o crescimento do número de inscritos, que atingiu a marca de mais de sete milhões.

Entretanto, algumas dúvidas ainda pairam no ar, porque temos assistido a erros grotescos, que são diagnosticados e resolvidos apenas depois de terem ocorrido. Na última edição, o maior problema foi com a correção da redação, especialmente pelos erros gramaticais e a inclusão de textos aleatórios dentro da redação, com o único propósito de testar os avaliadores. Resultado:  FALHARAM. Redações com erros desse tipo ainda obtiveram notas altas, demonstrando a fragilidade do sistema.

Estamos diante de um desafio muito complexo. Um novo caminho a ser trilhado. Preparar o material, provas e gabaritos para sete milhões, garantir o sigilo da prova, a aplicação simultânea (em um país continental como nosso) e a correção de qualidade... realmente é um grande desafio.

Para os inscritos, como demonstra a pesquisa, é uma esperança e uma expectativa de ingressar no sistema educacional, para ter condições de concorrer no mercado de trabalho a cada dia mais competitivo e exigente. Formação de qualidade, esse é o único caminho.

Diante disso, a participação no exame exige preparo e determinação.

Dicas para quem quer se dar bem:

1-   Planejamento. Planeje o que você vai estudar, quando e quanto tempo vai dedicar para cada disciplina.

2-   Participe de simulados. Verifique seu nível de conhecimento e estude mais nas áreas em que tiver mais dificuldade.

3-   Mantenha-se atualizado. Leia muito: revistas, jornais e internet. Esteja por dentro dos acontecimentos para poder ter ideias e fazer uma boa redação.

Acima de tudo: abra possibilidades, conheça as universidades que aceitam o exame, outras modalidades de bolsa de estudos e financiamento.

Conhecimento não é algo fácil de se obter, o esforço faz com que a pessoa queira sempre melhorar.  Pense nisso: quando adquirimos conhecimento e ainda temos a oportunidade de compartilhar, nos sentimos muito mais úteis e valorizados.

 

* Letícia Bechara é pedagoga e coordenadora de vestibular da Trevisan Escola de Negócios

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