Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

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SERÁ NECESSÁRIO MUDAR? (JE281)

Por MARCELO TAVARES -  Acadêmico de Direito
 
Mudar é atitude difícil e isso é fato, porém, mudar é característica daqueles que desfrutam de uma coragem audaciosa que muitos gostariam de ter. 

Outra profissão em uma nova cidade, novos amigos, outro gerente em uma nova empresa, alterar o estado civil, mudar hábitos alimentares, trocar filiação partidária, ir do cabelo ruivo ao verde limão em poucos dias, enfim, fazer diferente o que há anos foi realizado exatamente da mesma maneira.
Quem sabe, nada se mostre diferente quando somente reclamamos, lamentamos, criticamos e, por conseguinte, nada realizamos de fato a fim de eliminarmos o que nos causa sentimentos indigestos. 

Experiências positivas de mudanças foram compartilhadas através da revista Advogados Mercado & Negócios (Ano X, Nº 47, p. 22 a 24). Para Rodrigo Pimentel Advogados Associados, de Campo Grande, mudar foi um ato que exigiu liderança e coragem. Após mais de 20 anos com o mesmo público, Rodrigo Pimentel Advogados Associados amargava queda no faturamento. 

Orientados por especialistas, o processo de mudança durou aproximadamente 10 meses, com exímia dedicação dos colaboradores. “Das ações de massa de pessoas física, passamos a atender um volume menor de ações voltadas às demandas de empresários. Foi uma mudança radical”. O resultado foi brilhante obtendo uma taxa de crescimento que atingiu 50%. “É preciso mudar às vezes. Gosto de caminhos novos. Não é fácil. 
Mudar radicalmente de foco é abrir mão da clientela já conquistada por novas conquistas, isto é, começar do zero”, afirma o sócio Rodrigo Pimentel. Outro escritório que ousou em mudar foi o Montanha & Alcântara Advogados Associados, de Curitiba, que a partir de 2007 passou a treinar seus sócios e colaboradores. 

“Agora trabalhamos com planejamento e estamos com as finanças organizadas. Isto nos garante total tranquilidade”, ressalta a sócia Adriana de Alcântara Luchtemberg que relata também mudança no relacionamento entre a equipe: “Eu como sócia mudei e isso reflete na equipe. Hoje, controlo melhor o meu tempo, vivo com mais qualidade e tranquilidade. 

Procuro tentar entender se o meu colaborador está passando por algum problema pessoal antes de fazer qualquer tipo de julgamento”. 

Mudança causa estranhamento nas pessoas seja em ambiente profissional ou em qualquer outro cenário. Daniel Melim Gomes, Terapeuta em Programação Neurolinguística (PNL) do Instituto Você, afirma que “O advogado tem uma característica de individualidade que vai sendo impregnada na sua mente desde o primeiro ano do curso de Direito. Lidar com esse individualismo requer muito tato e senso, para que possamos mudar de forma qualitativa, no rumo correto, e retendo talentos”. 

E você, está na hora de mudar? Mudar o quê e para quê? Pense nisso.

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