Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

Projeto Eu Vivo Aqui
Araguari

Município desvenda a história e desperta para o progresso(JE Out2013)

 

O município de Araquari foi colonizado basicamente por imigrantes açorianos, que chegaram no litoral catarinense entre os anos 1748 a 1756. 

Desde então, a cultura açoriana enraizou-se e caminhou de mãos dadas com as mais diversas culturas, como a indígena, a africana e a cultura dos migrantes e imigrantes que foram se instalando na cidade à medida que o progresso chegava.  Casas no centro da cidade foram recebendo melhorias, mas mantiveram as características da arquitetura histórica. 

Araquari abriga três aldeias indígenas em seu território: a Tarumã (Guamiranga- zona rural), a Pindoty (Areias Pequenas) e a Piraí (Corveta). 

A comunidade de afrobrasileiros do Itapocú realiza, desde 1854,  o folguedo Catumbi, considerado o mais antigo do país. A tradição foi trazida para a localidade pelos ex-escravos Antonio Criolo e Manuel Bangala. 

A festa religiosa acontece na semana do Natal, em homenagem a Nossa Senhora do Rosário e começa a ser preparada em setembro, no dia de São Miguel. 

Como muitas cidades litorâneas do estado de Santa Catarina,  a fundação de Araquari tem vinculo com o processo de ocupação européia na América do Sul. Documentos sobre a fundação, indicam que a região foi colonizada cerca de 40 anos depois da chegada de Cabral ao Brasil. 

Esta ligação pode ser relembrada por meio de visita ao Memorial do Descobrimento do Brasil, instalado à margem da BR 101, o parque temático tem como principal atração, uma réplica perfeita da Nau Espera, comandada por Nicolau Coelho na expedição que trouxe Cabral à então Ilha de Vera Cruz.

 

Navegadores espanhóis foram os pioneiros 

 

O navegador espanhol Álvaro Nunes Cabeza de Vaca aportou onde hoje é Barra Velha e incentivou a exploração da região norte, até então habitada por indígenas. 

A expedição reuniu 250 homens da confiança de Cabeza de Vaca, 40 cavalos, alguns escravos e um grupo de índios catequizados pelos jesuítas. Um mês depois, chegavam a Araquari, que chamaram primeiro de Paranaguá Mirim ("enseada pequena", em tupi-guarani) e depois de Paraty.

Em 1658, os primeiros bandeirantes portugueses fixaram-se na região, habitada por índios carijós, mas a fundação efetiva da vila só aconteceu em 1848, quando uma nau portuguesa aportou em Paraty sob o comando de Manoel Vieira, que ali fundou uma pequena colônia. 

A ele teria se juntado outro pioneiro, de nome Joaquim da Rocha Coutinho. Os dois decidiram fundar uma freguesia. 

Em 1854, surgiu o Arraial do Paraty, em terras da vila de Nossa Senhora das Graças do Rio São Francisco de São Francisco do Sul. Ambos são considerados os fundadores da freguesia do Senhor Bom Jesus do Paraty,  

O arraial do Parati, como era chamada a localidade, pertencia a então vila de Nossa Senhora das Graças do Rio São Francisco e foi elevada à categoria de freguesia (ou distrito) pela Lei Provindical Número 375, de 8 de junho de 1854.

 

Território foi diminuindo

 

O território compreendido entre os rios Cubatão e Itapocu no município de São Francisco foi desmembrado da Paróquia de Nossa Senhora da Graça, para formar a Freguesia Senhor Bom Jesus do Paraty. 

A Matriz da freguesia foi construída em terras doadas por Manoel Pereira Lima e sua mulher. A emancipação política aconteceu no dia 05 de abril de 1876 e o primeiro prefeito, Francisco José Dias de Almeida foi empossado somente em 1887. 

Em 1923, após muitos anos de vida autônoma, Paraty perdeu a condição de município e voltou a fazer parte de São Francisco do Sul. Durante este período Paraty era administrada por um Conselho Municipal (espécie de Câmara de Vereadores), composto por cinco membros: Crispim Henrique Ferreira (presidente), Jovenal Pereira Walter, Hercílio Rosa, Onofre José Bernardes e Emílio Manoel Junior. 

E somente em 1925, o distrito voltou à categoria de Cidade. Pelo Decreto Lei Nº. 941, de 31 de dezembro de 1943, passou a chamar-se Araquari (rio de refúgio dos pássaros, em tupi-guarani). 

O nome foi dado em função do canal do Linguado que serve de divisa entre os municípios de Araquari e São Francisco do Sul, onde em seus banhados habitavam expressiva quantidade de aves aquáticas como biguás, garças, socós, gaivotas e outros tipicamente terrestres como a araquã. 

O Município de Barra Velha  foi   desmembrado de Araquari pela Resolução nº 1, de 6 de novembro de l956, da Câmara de Municipal de Araquari, aprovada pela Lei nº 271. Entretanto, em 11 de maio de 1957, o Supremo Tribunal Federal declarou a Lei de criação de Barra Velha inconstitucional e somente em 7 de dezembro de 1961, o então distrito de Araquari, voltou a se emancipar.  

O Distrito de Balneário Barra do Sul foi desmembrado no dia 9 de janeiro de 1992. Outra alteração territorial aconteceu com a Lei Estadual nº 11.717 de 10/5/2001, que desmembrou o bairro de Paranaguamirim, que passou a integrar o território de Joinville.

Eventos e atrações

 

A cidade é recortada por rios, com belas paisagens naturais e diversos locais próprios para pesca.

A Festa do Maracujá, realizada a cada dois anos, é um dos principais eventos  cidade. A 1ª Festa do Maracujá foi realizada em abril de 1995 e, desde então, acontece a cada dois anos. 

O evento dura em média cinco dias e conta com shows nacionais, shows regionais, apresentações culturais e muita comida típica. O Morro Grande é o maior produtor do fruto em Araquari. que atraem milhares de pessoas à Capital Catarinense do Maracujá. 

O turismo religioso tem como atrativos o Catumbi- festa de Nossa Senhora do Rosário, e a Festa Santuário Senhor Bom Jesus - a Festa do Padroeiro, realizada anualmente no mês de agosto. 

No centro da cidade, entre outras atrações, típicas de cidades pequenas do interior, como a tranquilidade de passear a pé e sentar no banco da praça, os visitantes podem visitar o Museu da Imagem,  a Locomotiva Macuquinha, a Carioca, o casario de madeira, a Estação Ferroviária construção do início do século passado, e o Espaço da Memória, onde a Fundação Cultural organiza exposições de arte egularmente.    

A atual sede do Corpo de Bombeiros é uma construção histórica de 1926, em estilo germânico. A antiga estação ferroviária funcionou até o final do século XX. 

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