Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

Reportagens

História de minha vida...

No bagageiro da bicicleta do pai, que tinha um comércio na rua Abdon Batista, sob sol ou chuva, a pequena Tânia Maria Eberhardt, saia do Glória para estudar no Grupo Escolar Conselheiro Mafra na década de 50. Eram os primeiros anos de aprendizagem das letras. 
 
Tânia - somos uma geração privilegiada 
 
Ao final de quatro anos, foi preciso passar no disputadíssimo Curso de Admissão para continuar os estudos no Colégio Celso Ramos, então funcionando nas dependências da escola Osvaldo Aranha.
As escolas públicas eram lugar para poucos e sábios.
Só havia vaga para estudantes dedicados, disciplinados e que sabiam, de ante-mãos, que teriam de retribuir com trabalho em prol da sociedade, o privilégio de estudar em escola pública e de qualidade. 
E foi assim com a vereadora Tânia, uma das fundadoras dos CERIs, que deram lugar aos CEIs da rede municipal.
Com Sibylla Schneider Dietzold uma das idealizadoras da  “Vida Verde”, organização não governamental que lutou (conseguiu) pela implantação de parques em Joinville e muitas outras mulheres e homens que estudaram no Conselheiro Mafra ao longo de seus CEM anos de história. “Naquele  tempo, a gente ganhava remédio de bicha (vermes) na escola. Levava o lanche, mas quem queria, podia comer na escola.
A nossa geração é uma geração privilegiada. Tive aula de piano com Laura Andrade. Todos os dias, a gente ficava no pátio antes da aula, rezava, cantava o Hino Nacional, o hino da escola e depois íamos para a sala de aula”, conta Tânia. 
“Estudei no Conselheiro com meu irmão Carlos, saí de lá para o Bom Jesus e não tive dificuldade nenhuma. Era o que tinha de melhor em termos de estudo. Eu sempre ficava chateada porque o meu nome começava com “S” e era sempre uma das últimas a ser chamada. Saíamos da Otto Boehm e íamos a pé até o conselheiro”, lembra Sibylla. 

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