Jornal da Educação (ISSN 2237-2164 - Impresso)

Reportagens

Cooperação e responsabilidade na preservação da água

Jaraguá do sul - Professores, alunos e demais funcionários da EMEF Anna Töwe Nagel deseNvolveram, durante todo o mês de março, ações em favor da preservação e conservação da água no planeta. 
 
 
O 8º01 e 9º02, orientados pelas professoras Ana Silvia Bisato e Lucimara Pereira representaram a peça teatral em mímica, sobre a distribuição da água no Planeta e a importância da água limpa. 

 

A culminância do projeto, foi no dia 22 de março, o Dia da Água, integrante do projeto maior, “ Escola que Transforma” que norteia todas as atividades letivas.  
Do pré escolar ao quinto ano, os estudantes aprenderam como economizar água, formas de conservação, importância da água para todos os seres vivos, formas físicas da água, entre outros.
O evento de culminância contou ainda com uma exposição de fotos e poesias montada pela Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente – FUJAMA, palestra sobre o “Lixo eletrônico e resíduos: impacto no meio ambiente”, com Josiane Trocatti, da FUJAMA. 
Já os estudantes do grêmio estudantil, distribuiram sacolinhas ecológicas para carros, nas proximidades da escola. Enquanto entregavam, repassavam informações aos motoristas sobre a importância de depositar o lixo em local adequado. 
Durante a campanha, entregaram também panfletos confeccionados pelos alunos do 6º ao 9º ano.
Um vídeo elaborado pela professora Cathiussa Furlan atraiu a atenção das crianças para a falta de água no planeta, enquanto diversas apresentações musicais e teatrais demonstravam sua importância, soluções e problemas ligados ao consumo da água.
 
 
Os alunos do 6º e 7º ano explicaram aos colegas suas maquetes sobre a reutilização da água. 
 
Projeto de Leitura 
Durante o evento, foi também realizada a socialização do projeto de leitura da escola, desenvolvido ao longo do ano letivo. No mês de março, o tema trabalhado foi a cooperação mútua. 
A professora Sueli Oliveira coordenou o projeto com o objetivo de despertar os estudantes para a necessidade de cooperar para preservar e usar racionalmente a água potável do planeta. 
Cada turma organizou uma apresentação. A professora Nadir Michelmann organizou com o 5º01 e 5º03 um painel e a coreografia da música Vamos Construir, que trata de cooperação e amizade.
Mascote - O mascote da amizade, criado pelos alunos do 1º01 e 1º03, coordenados pela professora Kátia Ossowsky, foi confeccionado com pano e é uma espécie de monitor para os alunos, intervindo em diversas situações em sala de aula.
Nas conversas, temas como cooperação, atitudes adequadas para a sala de aula,  respeito aos colegas, caminhar devagar, aguardar a vez de falar, entre outros. Os estudantes fizeram um trato em manter essas atitudes em casa e também dentro da sala. O mascote atua como símbolo do acordo coletivo.
E para cumprir sua missão, passa alguns dias nas casas dos alunos. Pois, segundo os próprios alunos, “ele não gosta muito de ficar sozinho na sala de aula”.
 
 
O robô garrafa, ou robô tampinha faz companhia aos alunos menores, que podem levá-lo para casa e, com a ajuda dos pais, registrar as experiências vivenciadas. 
 
Aulas de educação ambiental
“Que filhos pretendemos deixar para o mundo?” é o projeto aplicado aos alunos dos anos inicias (pré ao 5º ano), coordenado pela professora Cathiussa Furlan. 
A professora trabalha, durante suas horas atividades, uma vez por semana com cada turma, atendendo no total cerca de 400 crianças, com atividades voltadas para o meio ambiente.
O ojetivo é promover a mudança de hábitos dos alunos, estimulada pela sensibilização e respeito ao meio ambiente visando a sua preservação.
“As crianças aprendem como economizar água, energia e reciclar o lixo.  Ofereço informações de maneira interativa e de uma forma consciente, E, simultaneamente os alunos levam os conhecimentos aos seus familiares, que estarão sendo indiretamente sensibilizados com os problemas ambientais”, explica a professora.
Melhorias 
Entre as primeiras ações, a melhoria ao projeto “Troque, ganhe e ajude”, que consistiu na troca do lixo reciclável por algo do interesse do aluno, como brinquedos feitos com material reciclável, mudas de árvores frutíferas, sementes e por livros.
Até 2011, as turmas depositavam o material reciclável num terreno ao lado da escola, preparado especialmente para este fim e recebiam objetos na troca. 
A partir de 2012, os próprios alunos já estão separando os materiais recicláveis e não recebem nada físico, apenas pontuações para a gincana desenvolvida entre as turmas.
“Este ano, procuramos mudar o hábito dos alunos sem que eles esperem algo em troca, para que percebam a necessidade da mudança, da reciclagem e separação do lixo, e não apenas troquem por outros objetos”, explica a diretora da escola, Eliane Maria Avi da Silva.
A professora Cathiussa esclarece que para ensinar as crianças sobre a separação dos materiais, fez atividades adequadas para cada idade. Por exemplo, para os menores foi inventada uma música – Ciranda da reciclagem. 
A conservação do solo foi eleita o tema  dos próximos trabalhos. Biodiversidade, poluição do ar, desastres naturais, proteção da fauna e flora, entre outros temas também serão abordados ainda este ano.
“Nessas aulas utilizo vídeos, fazemos experiências, conversamos sobre o assunto do dia, criamos mascotes”, revela a professora.
O dinheiro arrecadado com o recolhimento do material reciclável é reinvestido na manutenção do próprio projeto, como compra de lixeiras e manutenção do local utilizado para depositar os materiais.
“A Educação Ambiental é um processo participativo, onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais e busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania”, sentencia a professora.