Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

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 O evento contou com o apoio da Associação de Pais e Professores da Escola Municipal Governador Pedro Ivo Campos e do Instituto Carlos Roberto Hansen.

Encontro reúne representantes de classe da rede municipal

Objetivo do evento é reforçar a importância do protagonismo infanto-juvenil

 

Joinville - Quem já foi representante de classe sabe que essa é uma função importante para fortalecer o diálogo entre alunos, professores e a direção de qualquer escola.
E é para estimular e desenvolver as atribuições desses agentes que a Secretaria de Educação de Joinville realizou, no último dia 3 de abril, o primeiro Encontro de Representantes de Classe das Escolas Municipais de Joinville, que reuniu cerca de 500 pessoas, entre professores e alunos, no Teatro Juarez Machado.

Este primeiro encontro teve como tema o protagonismo infanto-juvenil, foram chamados representantes de classe das turmas do sexto ao nono ano, chamado de ensino fundamental II, do período matutino da rede municipal de Joinville. Segundo os dados da Secretaria de Educação, existem 669 turmas nos anos finais do ensino fundamental, que somam cerca de 20 mil alunos.

O secretário da pasta, Roque Mattei, destacou a importância do protagonismo das crianças e adolescentes tanto no ambiente escolar como na sociedade.

“Hoje nós nos preocupamos com o protagonismo da juventude porque logo eles se tornarão líderes e ocuparão os nossos espaços, que precisam ser ocupados com sabedoria”, diz. Ele também ressalta a importância do ambiente escolar para o desenvolvimento desse protagonismo. “É dentro da escola que a gente exercita o nosso papel na sociedade”, enfatiza.

Durante o evento, foram apresentadas as dez atribuições dos representantes de classe, fruto de uma pesquisa realizada dentro das escolas. “Fizemos um diagnóstico com dez escolas e, assim, elaboramos um quadro com as atribuições que os representantes devem exercer”, explica Dalva Maria Alves, coordenadora de articulação comunitária da Secretaria de Educação. Entre essas atribuições estão, por exemplo, representar a turma perante a direção, equipe pedagógica, pais e professores e auxiliar a preparação de eventos culturais e esportivos na escola.

Segundo Dalva, atualmente o protagonismo exercido pelos representantes de classe é diferente em cada instituição. Por isso, o objetivo do evento é unir e fortalecer a liderança dos representantes no ambiente escolar e mostrar que eles podem muito mais do que apenas fazer tarefas burocráticas na rotina da classe.

“Nós queremos que a participação dos representantes seja mais efetiva, que eles não façam só chamadas, mas que participem das discussões da escola, que sejam líderes da sala. O representante é uma ponte entre os professores, a equipe pedagógica e os alunos”, destaca Dalva.

Na Escola Municipal Dom Jaime de Barros Câmara, localizada no bairro Comasa, os representantes têm cumprido com eficiência o seu papel, como conta a orientadora escolar Fabia Rejane Fachini.

“Eles colaboram muito, são muito parceiros não apenas na questão burocrática, mas também no relacionamento ao fazer o elo entre a direção, os professores e os alunos”, diz. Para ela, o papel que exercem hoje também pode fazer a diferença quando se tornarem adultos. “O fato de ser representante pode ser o primeiro exercício de protagonismo. A liderança pode começar numa pequena ação e torná-lo também um adulto líder”, fala.

Aluna do Dom Jaime, é a terceira vez que Gabriela Schreiber de Souza, que cursa o nono ano, é representante de classe. “Esse evento mostrou que há mais formas de ajudar do que apenas fazer o básico. Foi possível ver a verdadeira importância dessa função”, destaca.

Teatro sobre o papel dos representantes

Além da leitura das atribuições dos representantes de classe, o evento também contou com a apresentação de uma palestra teatral realizada pela Dionisos Teatro, com o objetivo de promover a reflexão sobre os comportamentos e atividades esperadas dos representantes de turma.

O diretor da companhia teatral, Silvestre Ferreira, fez uma reflexão sobre o papel dos representantes e as atitudes esperadas, ou não, de quem assume essa função antes de cada encenação. Depois, os atores representavam uma cena sobre cada uma dessas situações que podem ser enfrentadas no cotidiano.

Assim, a palestra teatral falou sobre a importância da amizade, do cuidado com o exercício do poder, de não ter medo de expressar suas opiniões e nem dar importância demais às opiniões dos outros e de não assumir uma postura pessimista ou competitiva.

Segundo a coordenadora de articulação comunitária da Secretaria de Educação, Dalva Maria Alves, os pontos apresentados na palestra teatral foram discutidos entre a equipe da secretaria e a companhia de teatro para que as cenas pudessem representar, de fato, o comportamento esperado dos representantes de classe. “Para os adolescentes é preciso que seja algo atrativo, que chame a atenção, e a palestra teatral é uma maneira muito interessante de fazer isso”, fala.

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