Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

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Esqueletos humanos de mais de 5 mil anos são encontrados em Ilhota

 

No sítio arqueológico, Ilhota 2, escavado desde 2017, foram encontrados dois esqueletos humanos, datados em 5.880 anos.

 


A descoberta da equipe de arqueólogos da Unisul, coordenada pelo professor Valdir Luiz Schwengber, arqueólogo e diretor da Espaço Arqueologia é mais uma grande descoberta na região do Baixo Vale do Itajaí.

As escavações do sítio arqueológico Sambaqui Ilhota 2, renderam entre as descobertas, dois esqueletos humanos datados em 5.880 anos.

Segundo o arqueólogo, a pesquisa traz importantes contribuições para a arqueologia do litoral catarinense, uma vez que os sambaquis localizados no Vale do Itajaí foram muito pouco estudados até os dias atuais.

“Temos que entender o espaço em que vivemos como sendo dinâmico, em constante transformação e tanto as ações humanas como as dos ciclos da natureza interferem constantemente na paisagem”,registra.

Como a pesquisa ainda está no início, uma vez que os sambaquis da região estão começando a ser estudados, um primeiro trabalho sobre os esqueletos humanos encontrados foi apresentado no Evento Regional da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB-SUL) em Curitiba, no início de outubro.

Após a conclusão das análises, os relatórios serão encaminhados para publicação em revistas internacionais de arqueologia.

Análises do material encontrado nas escavações determinaram que os diferentes tipos de fauna encontrados no Ilhota 2, não foram depositados ao acaso, pois todo o entorno era uma planície de inundação de rio e justamente o monte onde se localizavam os esqueletos humanos, se sobressaia na paisagem.

 

 Para o arqueólogo, Jedson Cerezer, a pesquisa auxilia o estudo entre o comportamento humano da época e o atual. “As dinâmicas econômicas são diferentes, mas o comportamento simbólico que acontecia lá talvez seja parecido com os nossos”, completou.

Como existem outros sambaquis no entorno do Ilhota 2, os pesquisadores tentarão correlaciona-los e entender como ocorreu a ocupação da região.

O biólogo, Thiago Torquato, destaca que uma das vertentes dos estudos dizem respeito ao sepultamento. “Pois este é um momento cheio de rituais para a humanidade. Em todas as culturas, o enterro de alguém, geralmente é um momento cercado de simbolismos”.

 

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